Empregos do futuro: automação, trabalhos diferentes e menos acidentes

| 17 Jan 19 | Sociedade, Trabalho e Economia, Últimas

Cerca de 50 por cento do tempo despendido nas atuais atividades laborais em Portugal poderia ser automatizado com tecnologias existentes, “o que representa um elevado potencial de automação quando comparado com outros países”, de acordo um estudo apresentado nesta quinta-feira, 16 de janeiro.

O estudo da CIP – Confederação Empresarial de Portugal (desenvolvido em conjunto com o McKinsey Global Institute e a Nova School of Business and Economics) calcula que aquela percentagem de tempo crescerá para 67 por cento, em 2030. Num cenário conservador (em que se assume que apenas um quarto do potencial total pode ser automatizado – por falta de capacidade de investimento das empresas, por exemplo – a adoção da automação em Portugal pode levar à perda de 1,1 milhões de empregos na indústria e comércio até 2030.

O elevado potencial de automação do país está relacionado com o peso significativo da indústria transformadora e o comércio na economia nacional.

Segundo o estudo intitulado “Automação e o Futuro do Trabalho em Portugal”, cerca de 1,8 milhões de trabalhadores portugueses terão de melhorar competências ou mudar de emprego até 2030, o que “coloca desafios significativos, que exigirão um papel ativo”, tanto do Governo como do setor privado, “no processo de reconversão da força de trabalho”: “A transformação digital da sociedade e da economia nacionais representam uma enorme oportunidade. Para que se minimizem os desafios decorrentes desta transição e para que se potenciem as imensas oportunidades, impõe-se uma avaliação de novas políticas públicas e um eficaz plano de requalificação da sociedade, num esforço conjunto entre setor público, empresas e instituições de educação e formação”, lê-se ainda no documento.

Esta automação criará ainda outros postos de trabalho na saúde, assistência social, ciência, profissões técnicas e construção: o estudo estima que as novas tecnologias e o crescimento económico poderão gerar entre 600 mil e 1,1 milhões de empregos. 

Para fazer este estudo foram analisadas 800 profissões e 2000 tarefas desempenhadas em diversos setores de atividade – identificando 18 competências de base necessárias para desempenhar qualquer posição e a capacidade de automação de cada uma delas.

A possibilidade de automação das indústrias transformadoras pode trazer, como consequência, a diminuição dos acidentes de trabalho, já que a maioria dos acidentes de trabalho mortais acontecem nas indústrias transformadoras e da construção. Depois de anos em queda, o número de mortes por acidentes de trabalho voltou a aumentar em Portugal:  no último ano, esta foi a causa de morte de mais de 131 pessoas – um aumento de 10 por cento, comparado com 2017. 

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