
Obra de Enrique Mirones, monge do mosteiro cisterciense de Sobrado dos Monxes, na Galiza. Foto © Paulo Bateira, cedida pelo autor
Não me digas o que é a felicidade
Faz-me feliz!
Não me digas a quem devo amar, ou o que é o amor
Ama-me!
Não me digas como as coisas são ou devem ser
Provoca-me a pensar!
Não me digas qual é o sentido da vida
Sê tu um sentido para vivê-la!
Não me digas qual é o maior ideal do mundo
Vive intensamente esse ideal!
Não me digas para não chorar
Chora ao meu lado!
Não me digas para não rir
Ri comigo!
Não me peças a perfeição
Aceita-me como sou!
Não me digas que há vida depois da morte
Basta que me ajudes a levantar cada vez que caio!
Não me fales do teu Deus
Deixa-me simplesmente vê-lo nos teus olhos!
Assim, se não me disseres nada e fores tudo aquilo em que acreditas
Então irei contigo, poderei mudar, e encontraremos juntos outras perguntas!
Liomarevi (pseudónimo literário), 24 de Agosto de 2020










