Com 88 participantes

Encontro de catequistas mostra que há disposição para “fazer melhor catequese”

| 4 Abr 2024

61.º Encontro Nacional de Catequese no Centro Pastoral e Social da Diocese do Algarve, em Ferragudo, abril 2024. Foto Educris

Estiveram no Centro Pastoral e Social da Diocese do Algarve, em Ferragudo, 88 catequistas e responsáveis pela catequese de todas as dioceses. Foto © Educris

 

O 61.º Encontro Nacional de Catequese chegou ao fim esta quinta-feira, 4 de abril, tendo reunido 88 participantes no Centro Pastoral e Social da Diocese do Algarve, em Ferragudo, incluindo responsáveis pela catequese e catequistas de todas as dioceses de Portugal. António Augusto Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Comissão Cristã e Doutrina da Fé, demonstrou-se “muito satisfeito” com a adesão e empenho demonstrados.

“Esta adesão é mais um sinal promissor e confirma o que vimos intuindo. Há hoje uma excelente adesão ao novo itinerário para a catequese que surge naturalmente pela vontade de atualização, por uma disposição interior de apostar e fazer melhor catequese”, realçou o também bispo de Vila Real, em declarações aos serviços de comunicação do Secretariado Nacional da Educação Cristã (EDUCRIS).

No decorrer dos trabalhos, Manuel Queirós, presbítero na diocese de Vila Real, disse aos presentes que o ministério do catequista é “muito valorizado na Igreja”, e lembrou que atualmente a sociedade “manifesta uma grande sede de Deus, da espiritualidade”, e a Igreja tem consigo “uma mensagem muito válida, intemporal, que toca o mais fundo do coração humano”. O religioso frisou que se torna essencial fazer da catequese “uma experiência de caminho na descoberta da fé e dos sinais da vida de Deus em cada um”.

Luís Miguel Figueiredo Rodrigues, presbítero, afirmou à margem da sua intervenção no encontro de catequistas que a Igreja precisa de “gerar lugares e estruturas de discernimento, em comunidade”, para os diferentes ministérios. “Não existem hoje grandes lugares de discernimento. Tendemos a responder a necessidades em vez de discernirmos o Espírito.” O religioso sustentou que cabe aos que “presidem na caridade a uma comunidade” conhecer “os seus colaboradores”. “É ali, no acompanhamento diário, que se vão assinalando os carismas, as vocações que vão surgindo. Não tem de haver um catequista por paróquia instituído. Pode haver três ou quatro numa paróquia e noutras paróquias outros carismas vão surgir”, sustentou.

A iniciativa decorreu sob o mote “Identidade e ministério do catequista: desafios pastorais”. Entre outras matérias, as conferências abordaram “A identidade do catequista no Diretório e no hoje da Evangelização”, e “O catequista instituído na liturgia e na vida da comunidade”. Teve ainda lugar um painel com a moderação de Eunice Lourenço, do Expresso, e Olímpia Mairos, da Renascença.

Arminda Faustino, coordenadora do Departamento de Catequese no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), explicava no arranque do encontro os propósitos da sua realização. “Queremos que os vários secretariados partilhem, reflitam e ajudem os bispos diocesanos a discernir o ministério do catequista nas igrejas diocesanas. Será tempo de nos ouvir, de pensarmos em modos de fazer para efetivar o ministério em Portugal. Precisamos todos de fazer crescer e solidificar o edifício que é a Igreja de pedras vivas”, enfatizou a responsável.

 

Texto publicado ao abrigo da parceria do 7MARGENS com a revista Fátima Missionária

 

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