Reino Unido

Enfermeira acusa hospital de não a deixar usar cruz ao pescoço

| 1 Nov 21

 

A enfermeira queixa-se de pressões que colegas de outras religiões não sofrem. Foto © Zabiyaka | Pixabay

 

Mary Onuoha, 61 anos, é uma enfermeira nigeriana que vive no Reino Unido desde 1988. Começou a trabalhar no Croydon University Hospital em 2002. Mas desde 2015, relata a agência católica de notícias Gaudium Press, citada pela Ajuda à Igreja que Sofre, começou a ser pressionada por responsáveis do hospital para deixar de usar em serviço uma cruz ao pescoço, alegando “questões de segurança”.

Onuoha conta que recusou, considerando que se tratava de “um ataque” à sua fé. “A minha cruz está comigo há 40 anos. É parte de mim e da minha fé, e nunca fez mal a ninguém.”

Alegando que ninguém pediu semelhante a crentes de outras religiões, acrescenta, segundo a mesma fonte: “Neste hospital, há membros da equipa que vão à mesquita quatro vezes por dia e ninguém diz nada. Os hindus usam pulseiras vermelhas nos pulsos e as mulheres muçulmanas usam hijabs. Entretanto, a minha pequena cruz ao pescoço foi considerada tão perigosa que não permitiram que eu continuasse no meu trabalho.”

De acordo com o relato, a pressão levou Mary Onuoha a pedir uma licença médica por esgotamento. No passado dia 5 de Outubro, a enfermeira apresentou entretanto uma queixa contra o hospital no Tribunal de Trabalho.

 

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