Ensaio de Dimas Almeida (8): Lucas, da mulher pecadora a Zaqueu e à refeição de peixe do Ressuscitado

| 5 Dez 2020

O 7MARGENS publica a seguir o oitavo capítulo do estudo do pastor presbiteriano Dimas de Almeida sobre a nova tradução da Bíblia – Os Quatro Evangelhos e os Salmos – publicada no ano passado pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), cuja edição experimental pede sugestões, críticas e comentários.

Dimas de Almeida aceitou para si mesmo o desafio e o resultado concretiza-se neste trabalho que temos vindo a publicar cada sexta-feira, e que terá a sua conclusão daqui a duas semanas, a 18 de Dezembro (os títulos de cada capítulo são da responsabilidade do 7MARGENS).

Com o seu olhar de teólogo, exegeta e autor de várias traduções, Dimas Almeida explicou, na primeira parte deste texto, o modo como leu esta nova tradução; na segunda parte, abordou o problema da pluralidade de leituras, a partir do facto de haver quatro evangelhos e não apenas um; na terceira, debateu os critérios de tradução e a relação disso com o anúncio do evangelho; o quarto capítulo iniciou a abordagem da tradução do Evangelho segundo Mateus e propôs algumas traduções alternativas – uma delas, a do Pai-Nosso; no quinto capítulo, ainda dedicado ao texto de Mateus, debateu, entre outros detalhes, a questão do chronos e do kairós, bem como os messianismos judaicosno sexto capítulo, falou-se do Evangelho segundo Marcos e do efeito perturbador que o seu prólogo pode ter; no sétimo, iniciou a abordagem do Evangelho Segundo Lucas, que aqui fica concluída, debruçando-se sobre episódios como a mulher pecadora em casa de Simão, a confissão messiânica de Pedro, o encontro com Zaqueu ou a refeição do Ressuscitado à beira do lago, entre outros. 

Peter Paul Rubens, Banquete em Casa de Simão, o Fariseu (Museu Hermitage, São Petersburgo): “E com as suas lágrimas começou a banhar os pés dele, e com os cabelos da cabeça dela começou a secar os pés dele…”

 

Lucas 7:36-50

Texto grego

36 Ἠρώτα δέ τις αὐτὸν τῶν Φαρισαίων ἵνα φάγῃ μετ’ αὐτοῦ, καὶ εἰσελθὼν εἰς τὸν οἶκον τοῦ Φαρισαίου κατεκλίθη.
37 καὶ ἰδοὺ γυνὴ ἥτις ἦν ἐν τῇ πόλει ἁμαρτωλός, καὶ ἐπιγνοῦσα ὅτι κατάκειται ἐν τῇ οἰκίᾳ τοῦ Φαρισαίου, κομίσασα ἀλάβαστρον μύρου
38 καὶ στᾶσα ὀπίσω παρὰ τοὺς πόδας αὐτοῦ κλαίουσα τοῖς δάκρυσιν ἤρξατο βρέχειν τοὺς πόδας αὐτοῦ καὶ ταῖς θριξὶν τῆς κεφαλῆς αὐτῆς ἐξέμασσεν καὶ κατεφίλει τοὺς πόδας αὐτοῦ καὶ ἤλειφεν τῷ μύρῳ.
39 ἰδὼν δὲ ὁ Φαρισαῖος ὁ καλέσας αὐτὸν εἶπεν ἐν ἑαυτῷ λέγων· οὗτος εἰ ἦν προφήτης, ἐγίνωσκεν ἂν τίς καὶ ποταπὴ ἡ γυνὴ ἥτις ἅπτεται αὐτοῦ, ὅτι ἁμαρτωλός ἐστιν.
40 Καὶ ἀποκριθεὶς ὁ Ἰησοῦς εἶπεν πρὸς αὐτόν· Σίμων, ἔχω σοί τι εἰπεῖν. ὁ δέ· διδάσκαλε, εἰπέ, φησίν.
41 δύο χρεοφειλέται ἦσαν δανιστῇ τινι· ὁ εἷς ὤφειλεν δηνάρια πεντακόσια, ὁ δὲ ἕτερος πεντήκοντα.
42 μὴ ἐχόντων αὐτῶν ἀποδοῦναι ἀμφοτέροις ἐχαρίσατο. τίς οὖν αὐτῶν πλεῖον ἀγαπήσει αὐτόν;
43 ἀποκριθεὶς Σίμων εἶπεν· ὑπολαμβάνω ὅτι ᾧ τὸ πλεῖον ἐχαρίσατο. ὁ δὲ εἶπεν αὐτῷ· ὀρθῶς ἔκρινας.
44 καὶ στραφεὶς πρὸς τὴν γυναῖκα τῷ Σίμωνι ἔφη· βλέπεις ταύτην τὴν γυναῖκα; εἰσῆλθόν σου εἰς τὴν οἰκίαν, ὕδωρ μοι ἐπὶ πόδας οὐκ ἔδωκας· αὕτη δὲ τοῖς δάκρυσιν ἔβρεξέν μου τοὺς πόδας καὶ ταῖς θριξὶν αὐτῆς ἐξέμαξεν.
45 φίλημά μοι οὐκ ἔδωκας· αὕτη δὲ ἀφ’ ἧς εἰσῆλθον οὐ διέλιπεν καταφιλοῦσά μου τοὺς πόδας.
46 ἐλαίῳ τὴν κεφαλήν μου οὐκ ἤλειψας· αὕτη δὲ μύρῳ ἤλειψεν τοὺς πόδας μου.
47 οὗ χάριν λέγω σοι, ἀφέωνται αἱ ἁμαρτίαι αὐτῆς αἱ πολλαί, ὅτι ἠγάπησεν πολύ· ᾧ δὲ ὀλίγον ἀφίεται, ὀλίγον ἀγαπᾷ.
48 εἶπεν δὲ αὐτῇ· ἀφέωνταί σου αἱ ἁμαρτίαι.
49 Καὶ ἤρξαντο οἱ συνανακείμενοι λέγειν ἐν ἑαυτοῖς· τίς οὗτός ἐστιν ὃς καὶ ἁμαρτίας ἀφίησιν;
50 εἶπεν δὲ πρὸς τὴν γυναῖκα· ἡ πίστις σου σέσωκέν σε· πορεύου εἰς εἰρήνην.

Nova tradução católica

36 Ora, um dos fariseus pedia a Jesus[11] que comesse consigo[12]. Tendo entrado em casa do fariseu, reclinou-se à mesa. 37Eis que havia na cidade uma certa mulher pecadora que, ao saber que Ele estava reclinado à mesa na casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com bálsamo, e 38colocou-se atrás, junto aos seus pés. A chorar, começou a banhar-lhe os pés com as lágrimas e secou-os com os cabelos da sua cabeça; beijava-lhe repetidamente os pés e ungia-os com o bálsamo[13].
39Ao ver isto, o fariseu que o tinha convidado[14] disse para consigo: “Este, se fosse profeta, saberia quem e de que género é a mulher que lhe toca, porque é uma pecadora”.
40Respondendo, Jesus disse-lhe: “Simão, tenho algo a dizer-te”. “Diz, Mestre” – disse ele. 41 “Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários[15], e o outro cinquenta. 42Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Ora qual deles o amará mais?”. 43Respondendo, Simão disse: “Aquele, suponho, a quem mais perdoou”. Disse-lhe Jesus: “Julgaste bem”. 44E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Vês esta mulher? Entrei na tua casa e não me deste água para os pés[16]; ela, porém, banhou os meus pés com lágrimas e secou-os com os seus cabelos. 45Não me deste um beijo; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar-me repetidamente os pés. 46Não me ungiste a cabeça com azeite; ela, porém, com bálsamo ungiu os meus pés. 47Graças a isso te digo: estão perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou. Mas a quem pouco se perdoa, pouco ama”. 48E disse à mulher[17]: “Estão perdoados os teus pecados”.
49Os que estavam com Ele reclinados à mesa começaram a dizer entre si: “Quem é este que até pecados perdoa?”. 50Mas Ele disse à mulher: “A tua fé te salvou. Vai em paz”.

Eu traduziria
36 Ora, dos fariseus um deles rogava-lhe que comesse com ele.
E tendo entrado na casa do fariseu, Jesus reclinou-se à mesa.
37 E ei-la:
uma mulher, uma que na cidade era uma pecadora e que tendo sabido
Ele está reclinado à mesa na casa do fariseu!
38 trouxe com ela um alabastro cheio de perfume.
E pondo-se por detrás, junto aos pés dele, está a chorar.
E com as suas lágrimas começou a banhar os pés dele,
e com os cabelos da cabeça dela começou a secar os pés dele,
e beijava-os ternamente,
e ungia-os com o perfume.
39 Mas o fariseu – o que o convidou – tendo visto reagiu dentro de si-mesmo
exclamando:
Este, se fosse um profeta, saberia quem é a mulher que está a tocá-lo
e de que estirpe ela é: uma pecadora!
40 E Jesus, retorquindo, disse para ele:
Simão, tenho algo a dizer para ti.
E ele responde:
Mestre, fala.
41 “Eram dois devedores para um certo credor.
Um devia quinhentos denários, o outro cinquenta.
42 Não podendo eles pagar a dívida, a ambos ele perdoou.
Qual deles, pois, o amará mais?
43 Simão, como resposta, disse:
Suponho que é aquele a quem mais perdoou.
E Jesus disse-lhe:
Julgaste retamente.”
44 E voltando-se para a mulher disse a Simão:
Estás a ver esta mulher?
Eu entrei na tua casa
e tu não me deste água sobre os pés,
mas ela com as suas lágrimas banhou os meus pés, e com os cabelos dela secou-os;
45 não me deste um beijo,
mas ela desde que entrou não cessa de beijar os meus pés;
46 com óleo não ungiste a minha cabeça,
mas ela com perfume ungiu os meus pés.
47 Sinal de que, digo-te, os pecados dela, muitos, estão-lhe perdoados!
Por esse motivo ela amou muito; mas aquele a quem é perdoado pouco ama pouco.”
48 E disse a ela: “Os teus pecados estão perdoados.
49 E os convivas reclinados à mesa começaram a dizer por entre dentes uns aos outros:
Quem é este que até mesmo pecados perdoa?
50 Ele, porém, disse para a mulher: “Graças à tua fé tu estás salva. Vai em paz.

Paolo Veronese, A Refeição em Casa de Simão, o Fariseu (pormenor)), 1570: “É a força do perdão que leva [a mulher] a realizar os gestos de amor que realiza e não o inverso.”

Algumas notas:

1) Pela importância de que se reveste, achei por bem ter em conta esta perícope na integralidade da sua tradução, pese embora o facto de ser apenas um versículo o que podemos considerar crucial: o v. 47.

2) O convite dirigido a Jesus pelo fariseu serve de introdução e qualifica o texto como cena de banquete.

Como frequentemente acontece em cenas dessas, um incidente importante provoca um diálogo: e lá o temos no comportamento da mulher (vv. 37-38). De tal modo importante que Lucas volta a ele (vv. 48-50). Termina com a reação do fariseu (v. 39) que condena Jesus, talvez arrependido de o ter convidado.

Jesus conta uma pequena história (vv. 41-42a) que à primeira vista parece nada ter a ver com o incidente da mulher. Trata-se, contudo, de uma história essencial para se entrar no âmago do que está em jogo.

No v. 42b emerge a questão maiêutica de Jesus no que concerne o amor ativo: “Qual deles, pois, o amará mais?” E o debate acontece.

3) Depois de um vivo diálogo, Jesus termina com as palavras dirigidas à mulher: “Graças à tua fé tu estás salva. Vai em paz.” (Traduzo “tu estás salva” porque se trata de um perfeito, σεσωκεν, e sabe-se a força de presente que o perfeito tem em grego: o estado presente de uma ação que começou no passado. É que a história desta mulher tem, sem dúvida, uma pré-história: a de um encontro anterior com Jesus, um desses encontros em que Jesus a levou a descobrir-se na sua dignidade de mulher: é essa força do perdão que a leva a realizar os gestos de amor que realiza e não o inverso. Ela já estava perdoada quando entra em casa do fariseu e manifesta daquele modo o seu amor a Jesus.)

4) A pequena história dos devedores que Lucas introduz na sua narrativa, com a sua dimensão maiêutica, toca no ponto essencial: qual dos dois devedores perdoados ama mais? O amor resulta do perdão.

5) E há ainda a segunda parte do v. 47, as palavras de Jesus: “Mas aquele a quem é perdoado pouco ama pouco.” Não serão elas suficientes para se compreender o que está em jogo, e traduzir οτι não como causal mas sim como consecutivo?

Infelizmente a tradução católica alinha com outras que circulam entre nós (não só católicas mas também protestantes, e nem uma coisa nem outra).

6) O v. 47 é crucial para uma interpretação de toda a perícopa, pelo que a sua tradução se reveste de uma particular importância.

Subjacente à minha tradução está o trabalho que me deu (ele é exaustivo e trabalhoso…) o Léxico do Bauer… (a que já me referi anteriormente mais do que uma vez). Bauer é incontornável!

a) ου χαρις é traduzido por mim “sinal de que” graças ao modo desenvolvido como o Bauer nos abre o vasto campo semântico da palavra χαρις: numa das exaustivas colunas lá aparece χαρις com o significado de sinal: “a (sign of) favor”. Isto é, todos os gestos da mulher evocados nos três versículos imediatamente anteriores (vv 44-46) não são a causa do perdão mas sim a consequência;

b) Οτι ηγαπησεν πολυ é traduzido por mim “por esse motivo ela amou muito”, pois o οτι além do sentido causal (porque) tem também o sentido consecutivo (por esse motivo; razão pela qual) (vd. Bauer, e neste caso não só Bauer…). Divirjo assim da tradução católica que traduz o οτι como causal.

7) A história dos dois devedores é bem reveladora do que está em jogo: aquele a quem mais se perdoa é aquele que mais ama. Mas não é só a história, é também a segunda parte do crucial v. 47: “[…] Mas aquele a quem é perdoado pouco ama pouco.”

8) Obviamente, a figura de Jesus que sai desta perícope de Lucas fica marcada pela tradução que se faz: um Jesus que espera que o amem primeiro para depois perdoar, ou um Jesus que, pelo contrário, é amado porque perdoou primeiro?

Ora, o texto grego rigorosamente traduzido proclama um Jesus que não espera virtudes morais de ninguém para perdoar. É que Jesus não é um profissional da virtude. O fariseu da história, esse sim, é-o. É por isso que ele é muito parecido connosco. Ou o inverso.

 

Lucas 9:18-22

Nicolas Poussin, Jesus entrega as chaves a Pedro (c. 1630): No tempo de Jesus vivia-se a expectativa da vinda de três messias e Jesus nunca se terá proclamado claramente como tal.

 

Texto grego

18 Καὶ ἐγένετο ἐν τῷ εἶναι αὐτὸν προσευχόμενον κατὰ μόνας συνῆσαν αὐτῷ οἱ μαθηταί, καὶ ἐπηρώτησεν αὐτοὺς λέγων· τίνα με λέγουσιν οἱ ὄχλοι εἶναι;
19 οἱ δὲ ἀποκριθέντες εἶπαν· Ἰωάννην τὸν βαπτιστήν, ἄλλοι δὲ Ἠλίαν, ἄλλοι δὲ ὅτι προφήτης τις τῶν ἀρχαίων ἀνέστη.
20εἶπεν δὲ αὐτοῖς· ὑμεῖς δὲ τίνα με λέγετε εἶναι; Πέτρος δὲ ἀποκριθεὶς εἶπεν· τὸν χριστὸν τοῦ θεοῦ.
21 ὁ δὲ ἐπιτιμήσας αὐτοῖς παρήγγειλεν μηδενὶ λέγειν τοῦτο
22 εἰπὼν ὅτι δεῖ τὸν υἱὸν τοῦ ἀνθρώπου πολλὰ παθεῖν καὶ ἀποδοκιμασθῆναι ἀπὸ τῶν πρεσβυτέρων καὶ ἀρχιερέων καὶ γραμματέων καὶ ἀποκτανθῆναι καὶ τῇ τρίτῃ ἡμέρᾳ ἐγερθῆναι.

Nova tradução católica

18E aconteceu que, estando a rezar sozinho, estavam com Ele os discípulos. Interrogou-os, então, dizendo: “Quem dizem as multidões que Eu sou?”. 19Eles, respondendo, disseram: “João Batista; outros, Elias; e outros, que um profeta dos antigos ressuscitou”. 20Disse-lhes, então: “Vós, porém, quem dizeis que Eu sou?”. Pedro, respondendo, disse: “O Cristo de Deus”[6]21Ele, repreendendo-os severamente, ordenou-lhes que não dissessem isto a ninguém, 22afirmando: “É necessário o Filho do Homem sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos doutores da lei, ser morto e ao terceiro dia ressuscitar”[7].

Eu traduziria

18 E aconteceu que – estando ele orando só – os discípulos estavam com ele.
E interrogou-os dizendo: “As multidões dizem que eu sou quem?”
19 E eles, respondendo, disseram:
“João, o Batista; e outros Elias; e outros que um profeta dos antigos
se levantou.”
20 E ele interpelou-os:
“Mas vós dizeis que eu sou quem?”
E Pedro, respondendo, disse:
“O Messias de Deus.”
21 Mas Jesus, depois de uma severa reprimenda, proibiu-os de dizer isso a quem
quer que fosse,
22 acrescentando:
“É preciso o Filho do Homem sofrer muitas coisas, e ser rejeitado pelos anciãos,
e pelos sumos sacerdotes, e pelos escribas, e ser entregue à morte e,
ao terceiro dia, ser despertado.”

Algumas notas

1) V. 20: seria clarificador traduzir χριστος por Messias, pois a confissão de Pedro não é de natureza cristológica mas sim messiânica. Tratar-se-ia, verosimilmente, de um título evocador da figura escatológica davídica, o Messias real que vem para libertar o seu povo da opressão e estabelecer um Reino terrestre.

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