Biden quer ter o Papa Francisco na Cimeira do Clima, em Glasgow

| 18 Mai 21

John Kerry, enviado especial do Presidente Biden, esteve com o Papa Francisco. Foto captada do vídeo da entrevista.

Os Estados Unidos da América (EUA) desejam que o Papa Francisco participe na COP 26, a Cimeira de Glasgow sobre a crise climática, em novembro, pela “autoridade moral” da sua voz em relação à matéria e, também, por estar “acima da política e fora dos conflitos nacionais”.

A posição foi defendida nesta segunda-feira, 17, pelo enviado especial da Administração Biden para o clima, John F. Kerry, numa entrevista concedida ao portal Vatican News, após uma audiência que teve com o Papa e no quadro de encontros com governos de vários países da Europa.

Kerry reconheceu que “existem diferenças entre os países, entre o que eles podem fazer e o que estão hoje a fazer”, diferenças essas que foram acolhidas no Acordo de Paris.

Os EUA assumem a sua responsabilidade enquanto segunda economia mais poluente do mundo, depois da China e antes da Índia e da Rússia. Estes e muitos outros países têm ideias, interesses e disposições não coincidentes e até contraditórios, ainda que partilhem de uma “responsabilidade comum, mas diferenciada”.

As negociações de Glasgow vão ser decisivas, mas complexas e difíceis e é nesse quadro que o enviado John F. Kerry vê o significado e até a necessidade da presença de Francisco. Afirma ele na entrevista que “o Papa é uma das grandes vozes da razão e uma convincente autoridade moral no tema da crise climática. Ele foi um precursor, alguém que antecipou os tempos”.

O diplomata explicou esse caráter percursor de Francisco nestes termos: “A sua encíclica Laudato si ‘é, de facto, um documento muito, muito poderoso, eloquente e muito persuasivo do ponto de vista moral. E penso que a sua será uma voz muito importante que nos acompanhará até a Conferência de Glasgow, na qual creio que ele pretende participar.”

Acresce que, sendo embora a Santa Sé um estado minúsculo, tem, no dizer de Kerry, um “rebanho enorme com uma base global”. O Papa “tem a capacidade de galvanizar a ação dos países” e de “motivar os cidadãos (…) a pedirem aos seus governos que prestem contas e façam o que for necessário para preservar o planeta”.

Os Estados Unidos que, sozinhos, representam 11 por cento do total de emissões, integram um grupo dos 20 países mais desenvolvidos que, no total, são responsáveis por 73 a 75 por cento das emissões para a atmosfera. O propósito da nova liderança do país é reduzir cerca de 50 por cento de emissões na próxima década. A ação terá de ser articulada e negociada, visto que o dever é de todos e “nenhum país pode levar a cabo este trabalho sozinho”.

“O Santo Padre fala com particular autoridade ao nosso sentido de dever e à necessidade de darmos um passo em frente todos juntos, não obstante as divisões do mundo. A sua voz é mais importante do que nunca”, concluiu Kerry.

A entrevista ao portal Vatican News (em inglês) pode ser vista a seguir:

 

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