
Enzo Bianchi, em Trento, a 12 de Dezembro de 2013. Foto © Niccolò Caranti/Wikimedia Commons.
Depois de ter fundado e dirigido a comunidade de Bose, na Itália, ao longo de 55 anos, e de ter sido forçado pelo Vaticano a deixá-la, Enzo Bianchi acaba de anunciar a criação de um novo centro espiritual perto de Turim, no norte do país.
Num comunicado publicado no seu blogue, Bianchi explica que, “depois de pouco menos de dois anos de exílio da comunidade” em que começou e na qual morou por 55 anos e não podendo retornar a Bose para terminar os seus dias de monge na vida fraterna, comprou com a ajuda de amigos e por meio de uma hipoteca de dez anos uma casa com terreno no município de Albiano (Turim), para aí “viver em paz os últimos anos” da sua vida.
“Concluídas as reformas necessárias para torná-la habitável – acrescenta o monge – esta quinta será uma casa que acolherá quem quiser viver comigo, amigos e hóspedes que procuram um lugar de silêncio, diálogo e hospitalidade”.
Esclarece, por outro lado, que não pretende nem refazer a comunidade que com ele começou nem fundar uma nova comunidade religiosa canonicamente reconhecida, e deixa em aberto o que será este novo projeto, sendo certo que pretende viver como um monge cenobita e não como um eremita.
“Ao caminharmos, escreve Bianchi, veremos o que o Senhor tem reservado para nós e o que o Espírito Santo nos sugerirá. Esta quinta – que sempre carregou o auspicioso nome de Camadio, ou seja, “Casa della madia”, a casa onde se faz o pão – será certamente um lugar de oração, de encontro, de fraternidade e de irmandade, uma mesa preparada para partilha e troca de palavras, afetos e esperança”. Como refere noutro lugar, será “uma casa para amassar o pão do diálogo e da esperança”.









