AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Hagia Sophia. Istambul.

Erdogan convidou o Papa, mas a primeira oração muçulmana em Hagia Sofia arrisca-se a ser uma arma política

| 23/07/2020

Erdogan convidou o Papa, mas a primeira oração muçulmana em Hagia Sofia arrisca-se a ser uma arma política

by | 23 Jul 20 | Cristianismo, Destaques, Diálogo ecuménico e inter-religioso, Estado, Política e Religiões, Islão, Liberdade religiosa, Lugares, Newsletter diária - título, Religiões, Últimas

Hagia Sophia. Istambul

Noite junto a Hagia Sophia, presa entre as grades da política e da religião. Foto © Margarida Paulino

 

Um padre jesuíta diz que é “hipócrita” dizer que os cristãos perdem uma igreja; bispos católicos e ortodoxos insistem na ideia d e um lugar de culto misto ou de iniciativas inter-religiosas; a Presidente grega pede ajuda ao Papa; Erdogan fala no renascimento islâmico, de Bukhara ao Al-Andalus. A decisão política do Presidente turco em reconverter a antiga basílica de Santa Sabedoria em mesquita é contestada por muitos, mas, apesar dos apelos de última hora, a primeira oração muçulmana depois da decisão acontecerá mesmo nesta sexta. 24.

 

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, terá convidado o Papa Francisco para a primeira oração na antiga catedral e depois mesquita de Hagia Sophia (Santa Sabedoria), que a partir desta sexta-feira, 24 de Julho, voltará a ser um lugar de culto islâmico, depois de 85 anos a funcionar como museu. Na primeira oração, deverão estar presentes 500 pessoas, entre elas o Presidente Erdogan.

A informação foi dada à CNN Turk por Ibrahim Kalin, porta-voz de Erdogan, e citada pelo jornal italiano Il Faro. Até à tarde de quarta-feira, 22, não havia qualquer comentário oficial do Vaticano à informação, mas é de prever que o Papa não aceite o convite, depois de ter afirmado, a 12 de Julho, que se sente “magoado” pela decisão de Erdogan.

Entretanto, nos Emiratos Árabes Unidos (EAU), o xeque Sultan bin Muhammad Al-Qasimi, governante de Sharja e um dos sete príncipes do país, quer “o regresso da Mesquita de Córdova”, em Espanha, argumentando que perguntou a quem pertence a actual catedral-mesquita e que lhe foi dito que “o município entregou a mesquita à Igreja” Católica.

Al-Qasimi fez estas declarações a uma televisão local, segundo o Religión Digital. Mas esta não é a primeira vez que a possibilidade de haver oração muçulmana no templo de Córdova é requerida por responsáveis muçulmanos. Em 2006, recorda a mesma fonte, a Junta Islâmica de Espanha pediu ao então Papa Bento XVI que pudesse haver oração de cristãos e muçulmanos naquele espaço. Na época, essa possibilidade foi recusada pelo então bispo de Córdova, Juan José Asenjo. Em 2010, diante de um mesmo pedido, o actual bispo, Demetrio Fernández, deu idêntica resposta.

A afirmação do xeque Al-Qasimi surge a poucos dias de se realizar a primeira oração muçulmana na antiga catedral cristã, o mais significativo santuário da cristandade entre 537 e 1453, depois convertida na mesquita “imperial” mais importante do islão, sob a autoridade do sultão da Turquia (1453-1931), como recorda o teólogo espanhol Xabier Pikaza. Em 1935, quatro anos depois de ter sido encerrada, o então Presidente turco Mustafa Kemal Ataturk, converteu o templo religioso em museu.

 

Uma decisão política

Hagia Sophia. Istambul.

Símbolos muçulmanos em Hagia Sophia: os andaimes voltaram este mês à antiga basílica, para preparar o interior para a sua reconversão em mesquita. Foto © António José Paulino

 

A decisão do Presidente turco, que promoveu a ideia, é “absolutamente política”, considera o jornalista Merdan Yanardag, de Istambul, citado por Cameron Doody no Novena News. Ao dar este passo, Erdogan e as autoridades turcas “voltaram aos seus estreitos objectivos ideológicos, uma vez que estavam politicamente exaustos”.

Yanardag acrescenta, segundo a mesma publicação: “Não creio que a Turquia precise de uma nova mesquita. Em Istambul, há mesquitas suficientes que não estão cheias mesmo durante as orações de sexta-feira [o dia de oração mais importante para os muçulmanos], incluindo a Mesquita Azul. Portanto, não se deve pensar que isto irá acontecer à Hagia Sophia.” E, acrescentava o mesmo jornalista, a República Islâmica do Irão tem metade do número de mesquitas da Turquia, onde se continuam a construir esses edifícios.

“Creio que o desejo de transformar novamente a Hagia Sophia numa mesquita é a prossecução de estreitos objectivos islâmicos, que visam a utilização dos sentimentos religiosos das pessoas”, afirmava Yanardag.

Esta estratégia – quer a decisão sobre Hagia Sophia, quer a construção de mesquitas – pode ser vista como parte da política de Erdogan de alargar a sua base social de apoio entre os crentes muçulmanos. Numa população de 78 milhões de habitantes, 98% são muçulmanos, recorde-se. Mas, o que é mais grave, é que a situação da liberdade religiosa no na Turquia tem piorado – seguindo, aliás, a tendência geral do país no que diz respeito às liberdades políticas e direitos humanos – conforme dava conta o último relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, da Ajuda à Igreja que Sofre, publicado em 2018.

Uma leitura semelhante à do jornalista, dá conta ainda o Novena News, é feita pelo teólogo muçulmano turco Cemil Kilic: a reacção de muitos crentes pode ter um papel importante na decisão de Erdogan, que assim tenta conquistar apoios que politicamente nem sempre lhe são favoráveis. Para Cemil Kilic, o importante é que sejam tomadas medidas que não ofendam nem os sentimentos dos cristãos nem os dos muçulmanos.

O teólogo deixa também um aviso: “A conversão de Hagia Sophia numa mesquita pode levar a um aumento dos sentimentos anti-islâmicos em todo o mundo. Em particular, as mesquitas em áreas onde os muçulmanos estão em menor número podem estar em risco.” O mundo cristão, acrescenta, vê Hagia Sophia como “um templo com significado simbólico”, motivo que deveria levar a “deixar para trás as guerras religiosas e concentrar-nos na manutenção da paz mundial”.

 

O início do “renascimento”, de Bukhara ao Al-Andalus

Hagia Sophia. Istambul

A entrada em Hagia Sophia passará a ser livre, prometeiu Erdogan, mas a oração pública está interdita aos cristãos. Foto © António José Paulino

 

Erdogan garantiu, no discurso em que confirmou a decisão, que o bilhete de entrada na Hagia Sophia acabará e que Hagia Sofia permanecerá aberta aos turistas estrangeiros e locais. O lugar de culto foi colocado sob a administração da Diyanet, a autoridade turca para os assuntos religiosos, que gere as mesquitas na Turquia, depois de o Conselho de Estado ter anulado o seu estatuto de museu.

[expander_maker id=”1″ more=”Continuar a ler…” less=”Ler menos…”]
O Ministério da Cultura e a Diyanet assinaram entretanto, no dia 16 de Julho, um protocolo para preservar o monumento como património global que garante ainda a entrada gratuita no edifício, assegurou o ministro turco da Cultura, Mehmet Ersoy. E a Diyanet já fez saber que na sexta-feira, 24, os ícones e mosaicos cristãos do interior da basílica – entre os quais, um Cristo Pantocrator – estarão cobertos durante a oração.

O Presidente turco, que visitou Hagia Sophia no domingo passado, também não deixou de afirmar que “o renascimento de Hagia Sophia como mesquita inaugura a fase de libertação da mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém”, um dos três lugares mais sagrados do islão. Isto, pouco mais de dois anos depois de o próprio Erdogan ter garantido, na sua visita ao Vaticano e no encontro que teve com o Papa em Fevereiro de 2018, que concordava em proteger o estatuto de Jerusalém.

 

De acordo com o Religión Digital, o discurso de Erdogan em árabe fazia outras referências que não constavam da versão inglesa nem turca: “As minhas sinceras felicitações a todas as cidades que simbolizam esta civilização [islâmica], desde Bukhara, no Uzbequistão, até Al-Andalus”, terá afirmado, referindo o reino muçulmano da Península Ibérica e citando a seguir líderes islâmicos ou otomanos conhecidos pelas suas conquistas territoriais.

Entre eles, citou Mehmed II, o conquistador da Bizâncio cristã e a sua entrada na então Basílica de Hagia Sophia, que converteu imediatamente em mesquita. Esta nova recuperação do edifício como mesquita aparece assim como uma “segunda conquista” da antiga capital do Império Romano Oriental.

“Este renascimento é o símbolo do regresso do sol nascente da nossa civilização, baseado na justiça, na consciência, na ética, no monoteísmo e na fraternidade, a civilização que toda a Humanidade espera com anseio”, acrescentou o Presidente.

Na fase inicial da sua carreira política, recorde-se, Erdogan apresentava-se como um muçulmano moderado e defensor do Estado laico, mas progressivamente tem vindo a escudar-se naquilo que apresenta como regras religiosas para impor o seu poder autocrático. O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de Erdogan, tem as suas origens na organização islamita Irmandade Muçulmana. Após a tentativa falhada de golpe de 2016, que muitos observadores consideram ter sido inventado pelo próprio Erdogan, o Presidente endureceu as perseguições aos oposicionistas e aumentou a presença estrangeira da Turquia com destacamentos militares na Síria ou na Líbia.

 

Presidente da Grécia pede ajuda ao Papa

Hagia Sophia. Istambul.

O mosacio represnetando o Cristo Pantocrator, considerado um dos mais importantes de Hagia Sophia. Foto © António José Paulino

 

Apesar destes desenvolvimentos recentes, não têm faltado apelos de última hora, para evitar que a decisão de Erdogan se concretize: a UNESCO já se manifestara contra, tendo em conta o estatuto de “património da humanidade” de Hagia Sophia; além do Papa, também o Presidente russo, Vladimir Putin, bem como líderes políticos da Grécia e outros países, o Conselho Mundial de Igrejas e vários responsáveis ortodoxos criticaram a decisão, por vezes de forma verbalmente violenta, como o 7MARGENS noticiou.

As reacções ortodoxas têm também a história como pano de fundo: Hagia Sophia foi basílica cristã bizantina e depois catedral ortodoxa desde a sua conclusão em 537 até 1204. Nesse ano, os cruzados ocidentais transformaram-na em catedral católica até 1261, quando o Império Bizantino reconquistou a cidade. O Império Otomano converteu-a em mesquita depois da queda de Constantinopla, em 1453. Em 1931, depois da tomada de poder por Kemal Ataturk, o templo foi encerrado e, quatro anos depois, convertido em museu.

Nesta semana, soube-se também que a Presidente grega, Katerina Sakellaropoulou, pediu ao Papa Francisco que “usasse toda a sua influência para sensibilizar a opinião pública internacional, para que a liderança turca revogasse a sua decisão e restaurasse a Basílica de Santa Sofia, no estado de monumento protegido”, lê-se numa nota do seu gabinete.

Segundo o Orthodox Times, Sakellaropoulou pensa que a decisão “prejudica profundamente aqueles que consideram este símbolo superior do cristianismo como pertencente à humanidade e ao património cultural mundial e desvia a Turquia dos valores do Estado secular e dos princípios da tolerância e do pluralismo”.

De acordo com a nota, Francisco concordou com a Presidente grega, “reconheceu as razões políticas de Erdogan para a decisão” e “prometeu continuar os seus esforços, como parte do seu papel, para rever a decisão”. Ao mesmo tempo, o Papa aproveitou para elogiar os esforços da Grécia “em receber refugiados e imigrantes, como teve oportunidade de ver durante a sua visita a Lesbos em 2016”. E terá ainda aceite o convite de Katerina Sakellaropoulou para visitar o país em 2021, por ocasião do 200º aniversário da revolução grega, assim as condições de evolução da pandemia o permitam.

Nem só do campo cristão surgem críticas a Erdogan. O grande mufti do Egipto, xeque Shawki Ibrahim Abdel-Karim Allam, a mais alta autoridade muçulmana do país, também afirmou, num programa de televisão, que a mudança do estatuto de Santa Sofia é ilegal, recordando ao mesmo tempo que o Egipto, país de maioria muçulmana, gasta recursos públicos na construção de igrejas.

Abdel-Karim Allam argumentava, citado no portal Vatican News, que odinheiro dado pelo Estado à construção de igrejas é um factor de forte coesão social nacional. Citando o profeta Maomé, acrescentou que, mesmo quando ele justificava campanhas militares de autodefesa, ordenava que não se destruíssem locais de culto e não matassem monges.

No mês passado, a Casa da Fatwa, um comité consultivo jurídico sobre questões legais islâmicas, presidida pelo grande mufti, definiu a própria conquista otomana de Constantinopla como uma “ocupação” e um “infeliz acontecimento” a transformação da antiga basílica em mesquita.

 

Lugar de culto para todos?

Na linha do patriarca arménio de Constantinopla, Sahak Mashalian, líder da mais importante minoria religiosa da Turquia, que propôs a utilização conjunta de Hagia Sophia como local de culto para muçulmanos e cristãos, também o patriarca (ortodoxo) sérvio, Irinej, sugeriu que a antiga basílica é “suficientemente grande para dar espaço para todos”. Por isso, deveria permitir o culto conjunto muçulmano-cristão, o que seria um sinal de “simbiose histórica, tolerância e confiança”.

A importância do monumento “não está apenas no seu valor artístico e cultural”, mas no seu valor como “um importante santuário, testemunha e fonte de autêntica espiritualidade”, também para os fiéis muçulmanos, dizia o patriarca, numa nota citada pelo Novena News.

Irinej critica como “injustiça histórica, mas também uma [imprudência] e um movimento político desnecessário” a decisão de Erdogan, a quem também apelou para permitir igualmente o culto cristão. O que nem seria a primeira vez, diz, pois na Sérvia há muitas igrejas e mesquitas que testemunham essa “simbiose histórica, tolerância e confiança entre os vizinhos”.

Também o cardeal católico austríaco Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, manifesta o seu “sonho” de Hagia Sophia se tornar um “centro de encontro de religiões”, o que seria “uma vitória e uma bênção para todos”.

 

É “hipócrita” dizer que cristãos perdem igreja, diz padre jesuíta

Hagia Sophia. Istambul.

Representação de João Baptista, no mosaico do Cristo Pantocrator: os cristãos devem estar feliuz com um museu convertido em lugar de oração, diz o padre jesuíta Felix Körner. Foto © António José Paulino

 

Do lado católico, no entanto, também há vozes dissidentes em relação à maioria: o padre jesuíta Felix Körner, professor de teologia das religiões na Universidade Pontifícia Gregoriana e membro da Comissão do Vaticano para as Relações Religiosas com os Muçulmanos, considerou, numa entrevista citada pelo Novena News, que é “hipócrita” afirmar que “o cristianismo perde uma igreja” com a reconversão de Hagia Sophia em mesquita.

“O que lhe dói quando pensa no facto de um museu, que sob Atatürk era usado secularmente apenas como um lugar a visitar e já não como um lugar de oração, estar agora a tornar-se novamente um lugar de oração? Isso não pode magoar como pessoa religiosa. Isso pode fazer-te feliz”, afirmou Körner.

O jesuíta alemão acrescentou, citado pela mesma fonte, que a alteração do estatuto traz uma indesejável “velha memória” – a queda de Constantinopla para o Império Otomano em 1453 – mas os cristãos ocidentais não se preocuparam com Bizâncio quando os otomanos se aproximaram cada vez mais. O problema é se agora os diversos actores da questão estão a fazer “política com uma casa de oração”, o que é “triste”.

“Não vejo como um drama que um museu esteja agora a tornar-se novamente uma casa de oração. Penso que só é um drama se agora se transformar num jogo de poder, por parte do próprio [Presidente turco Recep Tayyip] Erdogan, por exemplo”, afirmou Körner.

O padre jesuíta deseja que os cristãos “não [caiam] na armadilha do excesso de dramatização” da reconversão. Em vez disso, devem vê-la como “uma oportunidade de pensar novamente no que pode vir a ser de um museu secularizado, que se tinha tornado rígido como resultado, transformado agora numa casa de oração para todos os povos”. E argumentou que, uma vez aberta à visita pública, sem pagamento de entrada, qualquer pessoa pode rezar em Hagia Sophia.

“Não sei se alguma vez rezou numa mesquita, pelo menos eu gosto muito”, disse Körner ao entrevistador, acrescentando: “Esta é uma oportunidade para dizermos: bem, nós como crentes podemos perceber e aceitar este lugar como um lugar espiritual.”

“Se o Papa diz que isso o magoa, e se os bispos, incluindo os da ortodoxia, dizem que dói, então devem dizer claramente porque é que isso os magoa”, acrescentou o jesuíta. “Porque têm uma triste memória, porque não querem que seja politizada.” Cristãos e muçulmanos deveriam agora fazer propostas de utilização conjunta do espaço, de modo a evitar qualquer impressão de que a reconversão era uma “reivindicação territorial ou uma facada ao cristianismo”, cenários que considerou absurdos.

Körner dá exemplos: os muçulmanos de Istambul poderiam convidar formalmente os cristãos a rezar com eles na Hagia Sophia, “tal como o próprio Muhammad [Maomé] convidou os cristãos em Medina, segundo a tradição, a rezar na sua mesquita, no século VII”; e poderia haver iniciativas de oração e diálogo inter-religioso planeadas para Hagia Sophia, de modo a tornar a mesquita agora reposta “um lugar de compreensão e irradiação espiritual para todos”.

[/expander_maker]
 

[related_posts_by_tax format=”thumbnails” image_size=”medium” posts_per_page=”3″ title=”Artigos relacionados” exclude_terms=”49,193,194″]

Dez anos depois da “Amoris laetitia”, Papa reúne bispos e famílias para que Igreja aprenda com elas

Encontro no Vaticano

Dez anos depois da “Amoris laetitia”, Papa reúne bispos e famílias para que Igreja aprenda com elas novidade

“Que tipo de Igreja as pessoas encontram precisamente quando estão mais frágeis?” A pergunta, lançada por Leão XIV, marcou a abertura, esta quarta-feira, 7 de outubro, do encontro internacional que reúne no Vaticano presidentes de conferências episcopais, representantes das Igrejas Católicas Orientais, casais, especialistas e responsáveis da pastoral familiar, dez anos depois da publicação da exortação apostólica “Amoris laetitia”.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

Apelo ao Governo

Cristãos do Bangladesh querem feriado no Domingo de Páscoa e maior representação na vida pública

Um cordão humano com mais de 100 pessoas exigiu, durante toda a manhã de dia 31 de março, em frente ao Clube Nacional de Imprensa, em Daca, que o Domingo de Páscoa fosse reconhecido pelo Governo do Bangladesh como feriado nacional. A concentração organizada pela Associação Cristã de Bangladesh reivindicou também lugares na vida pública reservados à representação dos cristãos e de outras minorias.

Inscreva-se aqui
e receba as nossas notícias

Boas notícias

Com Leão XIV, líderes das grandes religiões assumem compromisso de união pela paz e dignidade humana

Apelo de Metz

Com Leão XIV, líderes das grandes religiões assumem compromisso de união pela paz e dignidade humana

Os representantes das principais tradições religiosas presentes em França comprometeram-se esta segunda-feira, na cidade de Metz, a aprofundar o diálogo entre si, a educar as novas gerações para o conhecimento mútuo e a permanecerem unidos na promoção da justiça e da paz.

É notícia

[Mãos à Obra]

Projeto da Escola Básica e Secundária de Vialonga distinguido

Quando a tecnologia está nas bocas do mundo não pelas melhores razões, nada melhor para do que descortinar sinais de esperança que nos levam a ter uma outra visão sobre a mesma. As boas notícias, mesmo as tecnológicas, também fazem parte do nosso quotidiano. Hoje queremos dar-vos a conhecer o CDI – Center of Digital Inclusion através de algumas das suas iniciativas, nomeadamente o projecto Apps for Good Portugal.

Dia dos Mártires

Igreja na Índia recorda massacre de 2008

Treze anos depois da onda de violência que varreu o Estado de Orissa, na Índia, provocando mais de 100 mortos, a justiça é ainda uma miragem, denuncia a Fundação AIS. Desde 2016 que é celebrado pela Igreja em Orissa o dia dos Mártires. 

Fundação AIS

Padre haitiano morto a tiro

Um padre que dirigia um orfanato no Haiti foi morto a tiro, Andrè Sylvestre, de 70 anos de idade, foi assassinado na tarde de segunda-feira, 6 de setembro, durante uma tentativa de assalto, revelou a Fundação AIS. 

Entre margens

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber

[Entre Margens]

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber novidade

Com efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

[Entre Margens]

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

Não sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Cultura e artes

a importância que uma farda tem (1)

a importância que uma farda tem (1)

“Tomo um verso de Guimarães Rosa: todo o dia é véspera, para breves glosas da nossa circunstância”, diz Luís Soares Barbosa, poeta e professor na Universidade do Minho, que a 24/25 de cada mês, assinalando a data da implantação da democracia em Portugal, publica um poema que é, “uma espécie de comentário sobre a nossa circunstância portuguesa”.

Sete Partidas

Vinte e cinco anos depois

7Partidas

Vinte e cinco anos depois

Em 2001, vivíamos em San Francisco. Naquela segunda-feira, dia 11 de Setembro, fomos acordados pelo meu sogro, que nos ligava da Alemanha para avisar que os EUA estavam a ser atacados. Em San Francisco era ainda madrugada; em Nova Iorque passava das nove da manhã, e as duas torres já estavam a arder. [Texto de Helena Araújo].

Aquele que habita os céus sorri

Agenda

[ai1ec view=”agenda” events_limit=”3″]

Ver todas as datas

Parceiros

Fale connosco

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunal

EUA

Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunal novidade

A arquidiocese de St. Louis, no Missouri (EUA), intentou uma ação contra o Governo federal por ver os seus padres impedidos de distribuir a comunhão e ouvir em confissão os detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, no acrónimo em inglês) internados no Centro de Detenção do Condado de Ste. Genevieve.

“Depressa passas de bestial a besta”

[Lugar (in)comum]

“Depressa passas de bestial a besta” novidade

“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber

[Entre Margens]

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber novidade

Com efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This