Secretariado geral divulga recursos

Processo sinodal católico à escuta das comunidades LGBTQ

| 11 Mai 2022

Cruz colorida. LGBTI

A lógica cristã, quanto às fronteiras, não é a realçar as diferenças e o que “é nosso”, mas a “lógica da hospitalidade… que não tem medo da diversidade”.

 

Para incentivar uma Igreja que escuta e que quer fazer “uma viagem com toda a humanidade na história”, a newsletter de sábado, 7 de maio, do secretariado geral do Sínodo está centrada no tema do acolhimento das comunidades LGBTQ no caminho sinodal, disponibilizando para tal um leque alargado de recursos.

Recorrendo à metáfora da fronteira, o editorial da publicação alerta para o risco de os cristãos, que “estão no mundo, mas não são do mundo”, construírem muros e fronteiras, em vez de pontes, excluindo os “outros” que são diferentes.

A lógica cristã, quanto às fronteiras, diz o editorial, não é a realçar as diferenças e o que “é nosso”, mas a “lógica da hospitalidade… que não tem medo da diversidade”.

Os testemunhos e outros materiais referenciados na newsletter dão conta de grupos e de pessoas LGBTQ que têm participado ativamente no processo sinodal, bem como de iniciativas para irem ao seu encontro, de forma a que “todas as pessoas…possam escutar as suas vozes durante este Sínodo”

É o caso do padre jesuíta e jornalista norte-americano James Martin, autor do livro “Building a Bridge: How the Catholic Church and the LGBT Community Can Enter Into a Relationship of Respect, Compassion, and Sensitivity” [Construindo uma ponte: Como a Igreja Católica e a Comunidade LGBT podem entrar numa relação de respeito, compaixão, e sensibilidade].

James Martin, uma figura polémica na dividida Igreja dos Estados Unidos, está a apresentar em diversos festivais um documentário baseado no seu livro. O trabalho audiovisual é da autoria de  Evan Mascagni e Shannon Post com Martin Scorsese como produtor executivo. No trabalho, apela-se a uma maior aceitação da comunidade LGBTQ na Igreja Católica.

 

“Durante o Sínodo, fomos convidados a ouvir as vozes de todas as pessoas, mesmo daquelas que por vezes foram ignoradas, excluídas ou mesmo rejeitadas pela Igreja.  Devemos ir às periferias, como disse o Santo Padre.  E talvez não haja outro grupo tão nas periferias da nossa Igreja como o das pessoas LGBT”, afirma o padre James Martin, em declarações à Comissão de Comunicação do Sínodo.

Passando à Austrália, a diocese de Parramatta, em Nova Gales do Sul, apresenta uma atividade sinodal de escuta de católicos LGBTQIA+.  O bispo local, Vincent Long Van Nguyen, convidou-os a responder à pergunta: “Se tivesses 10 minutos com o Papa Francisco, o que lhe dirias?”  Um grupo reuniu duas vezes e apresentou uma declaração à diocese, que será mais um contributo para a síntese diocesana.

 

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