Espanha: Twitter ainda não retirou tópico #Fuegoalclero, que incita ao ódio contra padres católicos

| 25 Nov 20

fuegoalclero twitter espanha

Algumas das imagens que acompanham as publicações associadas ao tópico #Fuegoalclero, difundido nos últimos dias na rede social Twitter, em Espanha.

 

O tópico #Fuegoalclero, que é como quem diz “queimemos o clero”, tem sido difundido nos últimos dias através da rede social Twitter, em Espanha, acompanhado de ilustrações onde surgem padres em chamas, acusados de serem “pedófilos”, “ladrões”, ou “homófobos”. Apesar das restrições ao discurso de incitamento ao ódio implementadas por aquela que é uma das maiores plataformas de difusão de conteúdos do mundo e das denúncias feitas por milhares de utilizadores, até à tarde de quarta-feira, 25 de novembro, estes conteúdos não tinham sido removidos.

O convite a queimar padres terá partido, segundo o jornal Crux, de contas pró-marxistas, na sequência da discussão sobre a nova lei da educação espanhola, que limita os apoios do Estado a milhares de escolas católicas e determina que a disciplina de Religião deixa de ser objeto de avaliação.

Mas além das críticas ao financiamento com dinheiro do Estado, outras acusações começaram a ser associadas ao tópico  #Fuegoalclero, tais como a pedofilia, a homofobia, ou “todo o sofrimento que [a Igreja] provocou ao longo da História”. Frases como “Somos as filhas das bruxas que não conseguiram queimar” ou “A única igreja que ilumina é a que arde” (que também já tinha sido usada, nos últimos anos, inscrita em algumas igrejas) podem ler-se nas diversas ilustrações criadas para acompanhar as publicações dos utilizadores que se manifestam contra a Igreja Católica.

De acordo com as regras definidas pelo Twitter, os utilizadores não podem “fazer ameaças de violência contra um indivíduo ou um grupo de pessoas”. É também banida a glorificação da violência, tal como o uso da rede social para “promover violência, ameaçar ou assediar outras pessoas com base (…) na religião”.

 

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