Reunidos em Roma

Especialistas esperam que o Sínodo contribua para prevenir abusos

| 23 Jun 2023

Padre Hans Zollner em entrevista ao Ponto SJ. Foto retirada da entrevista vídeo

 

O potencial do Sínodo sobre a Sinodalidade para reformar as estruturas de poder e promover o diálogo no interior da Igreja Católica pode ser um forte contributo para “melhorar a prevenção dos abusos” e “aumentar a responsabilização” das estruturas eclesiais, concluíram mais de 200 especialista em prevenção de abusos reunidos em Roma entre 19 e 22 de junho na Conferência Internacional de Prevenção organizada pela Pontifícia Universidade Gregoriana em colaboração com o Instituto de Antropologia.

A conferência adotou uma metodologia próxima da que será seguida na reunião de outubro do Sínodo dos Bispos, alternando as conferências proferidas por peritos internacionais com a reflexão em pequenos grupos. Na conferência de Imprensa realizada ao fim da tarde de dia 22, o arcebispo de Gatineau (Canada) Paul-André Durocher reconheceu, citado pelo Religion News, que continua a “encontrar uma certa resistência por parte do clero e de fiéis leigos na abordagem” das questões relacionadas com “a prevenção dos abusos”. No que foi secundado pelo arcebispo de Kuching (Malásia), Simon Poh, que afirmou: “as pessoas na Ásia geralmente calam-se quando se trata de questões de abuso”. Poh atribuiu tal silenciamento a “uma cultura que dá mais importância ao bom nome da comunidade e à boa imagem na sociedade do que ao respeito pelas pessoas”.

O padre Hans Zollner, que dirige o Instituto de Antropologia da Universidade Gregoriana e que em março se demitiu da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores [ver 7MARGENS] incompatibilizado com a direção que esta tomou nos últimos meses repetiu que há uma “necessidade de repensar o papel do bispo” e criar verdadeiras estruturas de responsabilização. Zollner considerou que a Igreja sob o Papa Francisco tem adotado muitas diretivas que regulam punições e responsabilidades em casos de abuso, mas que “não tem sido consistente na aplicação dessas normas”.

 

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