Debates em Lisboa

Espiritualidade e ecologia, uma nova abordagem

| 16 Mai 2022

floresta verde com árvores. Foto © Alexandra Lopes

Foto © Alexandra Lopes

 

A responsabilidade e o princípio da precaução, a espiritualidade ligada à ecologia, leituras sobre As Vidas dos Animais, de J.M. Coetzee ou a Caminhada, de Henry D. Thoreau – estas são alguma das propostas do ciclo “Diálogos entre Ética, Ecologia e Espiritualidade”, proposto pelo Foco de Conversão Ecológica da Capela do Rato (Lisboa), que se inicia nesta terça-feira, 17 de Maio, presencialmente e também através de vídeo, na página da capela (onde se pode ver ainda o programa completo da iniciativa).

Serão duas conferências (sobre “Ecologia e espiritualidade”, com Jorge Moreira, a abrir o ciclo, e “Responsabilidade e princípio da precaução”, com Maria José Varandas, a 21 de Junho) e três leituras: Maravilhar-se, de Rachel Carson (com Jorge Marques da Silva, 31 de Maio), Caminhada, de Thoreau (Sandra Escobar e Lavínia Pereira, 4 de Junho), e As Vidas dos Animais, de Coetzee (Maria Luísa Ribeiro Ferreira, 5 de Julho). Sempre às 19h.

Na conferência de abertura, o ambientalista e investigador Jorge Moreira propõe-se aprofundar o modo como a academia e os movimentos sócio-ambientais se aproximaram do tema da ecologia e espiritualidade. “A inoperância da abordagem tradicional – baseada no pensamento antropocêntrico – desfasado da realidade ecológica e incapaz de resolver muitos dos problemas da contemporaneidade, como a crise climática, a perda da biodiversidade, a justiça sócio-ambiental, as desigualdades, o bem-estar interior e a sustentabilidade” são factores que levam a essa nova aproximação.

“A espiritualidade, ao trazer compaixão por toda a vida e significado interior – em detrimento da voracidade material – é um excelente ambiente para desenvolver uma ética prática de vida, capaz de orientar as acções humanas em direcção a uma existência mais harmoniosa com a Natureza”, defende Jorge Moreira.

O Foco teve a sua origem e integra-se na Rede Cuidar da Casa Comum (CCC), fundada por Manuela Silva, que reúne pessoas, instituições, organizações, obras, movimentos católicos ou de outras igrejas cristãs. A CCC tem como fim aprofundar e difundir a encíclica Laudato Si’, publicada em 2015 pelo Papa Francisco, e propõe-se  “acompanhar as questões ecológicas de âmbito nacional e mundial, de modo a promover a tomada de consciência colectiva acerca da sua relevância e urgência”. A criação de Focos de Conversão Ecológica, entre os quais o da Capela do Rato, insere-se nesse objectivo.

O Foco da Capela do Rato constituiu-se em Novembro de 2019, por iniciativa de Maria Luísa Ribeiro Ferreira, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e também colaboradora do 7MARGENS. A pandemia obrigou ao congelamento de actividades, mas a situação actual permite o seu regresso, que esta iniciativa assinala, com a colaboração da Junta de Freguesia de Santo António e da Sociedade de Ética Ambiental. “Pensamos que deste modo o Foco retomará o seu fôlego conseguindo concretizar as suas aspirações de se tornar um grupo de reflexão/acção de referência no domínio da ecologia integral”, diz Luísa Ribeiro Ferreira.

 

 

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A doação de uma ara votiva romana guardada ao longo de várias décadas pela família Braga da Cruz, de Braga, enriquece desde esta sexta-feira, dia 1, o espólio do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa (MADDS), estando já exposta para fruição do público. A peça, que passou a integrar a coleção permanente daquele Museu, foi encontrada num quintal particular no município de Terras de Bouro, pelo Dr. Manuel António Braga da Cruz (1897-1982), que viria, depois, a conseguir que o proprietário lha cedesse.

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