Estado pede ajuda à Misericórdia do Porto para acolher presos libertados

| 22 Abr 20

Eucaristia católica no Estabelecimento Prisional de Lisboa, dia 6 de Março de 2020.

Eucaristia católica no Estabelecimento Prisional de Lisboa, dia 6 de Março de 2020. Foto © Filipe Teixeira/Jornal Voz da Verdade

 

A revelação é feita à Rádio Renascença pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto. António Tavares diz que os serviços da Misericórdia do Porto “têm sido contactados pela Segurança Social, que tem articulação com a Direção-Geral dos Serviços Prisionais, no sentido de poder apoiar algumas pessoas que, por qualquer razão, não têm condições de habitabilidade ou de regresso à sua habitação”.

Os presos libertados estão a ser identificados e encaminhados para locais de alojamento temporário.

O provedor defende que “a resolução do problema terá que passar”, posteriormente, “pela tentativa de identificação de habitações, nomeadamente habitações sociais a que essas pessoas possam depois vir a recorrer”.

Em Bragança, foram libertados “meia dúzia de presos”, diz o assistente espiritual do Serviço Diocesano de Pastoral Penitenciária. Quanto ao alojamento, o padre Frenando Calado Rodrigues adianta que está a ser garantido pelas famílias ou pela Segurança Social, com o aluguer de quartos. O memso responsável revela que os reclusos que saíram estão a ser alimentados pelo Centro Social e Paroquial de Santo Contestável, “que colabora muito com o Estabelecimento Prisional”.

O assistente da prisão da cidade lamenta que “nem sempre todos os passos” estejam a ser dados, “nomeadamente a inscrição dos reclusos no centro de emprego”, e questiona-se quanto ao futuro destas pessoas se não arranjarem trabalho.

Dificuldades semelhantes são relatadas também pelo padre João Campos, responsável pela Pastoral Penitenciária da Arquidiocese de Braga, em declarações na mesma notícia da Renascença.

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