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Armamento, armas, mísseis. Foto SIPRI
Os Estados Unidos da América, que são o maior fornecedor de armas, exportaram mais 27 por cento nos últimos cinco anos. Foto © SIPRI

De 2021 a 2025

Estados europeus mais do que triplicaram importações de armas pesadas

| 12/03/2026

Começam a ver-se resultados da corrida às armas na Europa. De facto, os Estados europeus mais do que triplicaram as suas importações de armas, tornando este continente a principal região destinatária de armamento pesado, no período compreendido entre 2021 e 2025. A informação acaba de ser divulgada pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

O comunicado de imprensa deste Instituto conclui que, no período referido, o volume global das transferências de armas pesadas entre Estados aumentou 9,2 por cento, relativamente ao período imediatamente anterior (2016-2021). Os Estados Unidos da América, que são o maior fornecedor de armas, exportaram mais 27 por cento nos últimos cinco anos. Contudo, se se tiver em conta o fluxo de armamento dos EUA apenas para a Europa, o aumento foi da ordem dos 217 por cento.

A guerra na Ucrânia depois da invasão pela Rússia é apontada como fator que mais influenciou o crescimento. A verdade é que, segundo o SIPRI, as importações de armas diminuíram em todas as regiões do mundo, com exceção da Europa e das Américas.

“As entregas à Ucrânia desde 2022 são o fator mais evidente, mas a maioria dos outros Estados europeus também começaram a importar muito mais armas para reforçar as suas capacidades militares face à perceção de uma ameaça crescente por parte da Rússia”, explica Mathew George, diretor do programa Transferências de Armas do SIPRI. Na sua análise, “os Estados Unidos consolidaram ainda mais o seu domínio como fornecedor de armas, mesmo num mundo cada vez mais multipolar”.

Segundo os dados da SIPRI, a França é o segundo maior fornecedor mundial de armas pesadas em 2021-25. Já a Rússia é o único Estado entre os dez maiores exportadores mundiais a registar uma diminuição nas suas exportações de armas (-64 por cento), na comparação entre os dois períodos considerados. De novo, o conflito da Ucrânia parece ser o fator explicativo.

A Alemanha ultrapassou a China e tornou-se o quarto maior exportador mundial de armas em 2021-25, enquanto a Itália, ao exportar mais 157 por cento do que no anterior período (sobretudo para o Médio Oriente), passou do décimo lugar no top 10 dos maiores exportadores em 2016-20 para o sexto lugar em 2021-25. Por sua vez, Israel, que é o sétimo maior exportador de armas, aumentou a sua quota nas exportações mundiais, ultrapassando pela primeira vez o Reino Unido, apesar das operações militares de destruição de Gaza e da Cisjordânia. De resto, Israel que se destaca no top 10 dos Estados exportadores de armamento, é também o 14º na lista dos maiores importadores, predominantemente dos EUA (68 por cento) e da Alemanha (31).

 

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