Estou triste

| 16 Mar 2023

“Estou triste porque todos somos poucos para ajudar quem precisa e porque poucos são demais para contribuir para a destruição.” Foto © Victoria Watercolor / Pixabay

 

Estou triste.

Estou triste porque Deus não tem culpa.
Estou triste porque há muitas pessoas a sofrer.
Estou triste porque se tem usado o silêncio quando se deve falar e se tem falado quando se devia ter ficado calado apenas para não deixar alastrar a ignorância.
Estou triste porque todos somos poucos para ajudar quem precisa e porque poucos são demais para contribuir para a destruição.
Estou triste porque a esperança é imprescindível à felicidade e porque a felicidade nunca pode assentar no desespero.
Estou triste porque preciso de acreditar num mundo melhor e, por agora, ainda não consigo.
Estou triste porque muitos são superficiais e têm grande plateia e outros são rigorosos e profundos e são menos vistos e escutados.

Quero recuperar a alegria…

Alegria de viver sem medo.
Alegria de ver feridas curadas e agressores bloqueados ou impedidos de voltar a agredir.
Alegria de ver caluniadores calados e impedidos de lançar falsos testemunhos.
Alegria de ver respeitadas as memórias de quem já não pode defender-se.
Alegria de começarmos a viver o Céu na Terra.
Alegria de sermos melodiosos nas nossas partilhas.
Alegria de sermos coerentes nas nossas condutas.
Alegria de sermos brandos nas nossas críticas.
Alegria de sermos mansos nas nossas reacções.
Alegria de sermos empáticos nas nossas relações.
Alegria de sermos responsáveis nas nossas decisões.
Alegria de sermos autênticos nas nossas iniciativas.
Alegria de nos tornarmos, todos e cada um, verdadeiros arautos de quem busca incessantemente a melhor versão de si.

E não aceito:

Não aceito idiossincrasias na interpretação abusiva do que acabo de escrever;
Não aceito leituras adulteradas que conduzam a subtextos que não estão lá nem quero que estejam, porque nem sequer existem.
Não quero dizer nada mais do que disse. Apenas sugerir que cada leitor pegue, como exercício, num período deste texto que o interpele, e procure superar-se no desafio que venha a tomar em mãos, na incessante procura da consciência da sua missão na vida.

Este texto foi escrito em dez minutos, no final do dia 10 de Março, quando deixei o meu coração gritar. Só tinha um bloco por perto. Por isso escrevi à mão, coisa que há muito não acontecia. Talvez isto justifique o tom, o ruído e os sons que dele emanam.

Quero ser livre.

 

Margarida Cordo é psicóloga clínica, psicoterapeuta e autora de vários livros sobre psicologia e psicoterapia. Contacto: m.cordo@conforsaumen.com.pt

 

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