
Estudantes voltam à rua para protestar pelo planeta. Foto © Greve Climática Estudantil
A greve climática estudantil do dia 23 de abril tem como lema “contra a aviação, pela ferrovia, pela Terra e pela democracia” e pretende denunciar o “setor da aviação” como sendo responsável por “11% das emissões a nível de transportes, permanecendo como o meio de transporte mais poluente” e, ao mesmo tempo, promover a alternativa da ferrovia, a qual “contribui apenas em 1% para as emissões a nível de transportes mundiais, é mais eficiente a nível energético e não necessita de infraestruturas enormes responsáveis pela destruição de habitats e áreas verdes.”
O manifesto da ação de dia 23 recorda que “apenas em seis meses, só em Portugal, foram investidos mais de 1300 milhões de euros no resgate da aviação, apesar de existirem alternativas sustentáveis”, nomeadamente para “os voos em território nacional (10% da totalidade do setor em Portugal)” que, dizem os mentores do protesto “precisamos de suprimir”, bem como “os voos dentro da Península Ibérica”. Para todos estes, a ferrovia é a alternativa mais válida e justa.
No dia 22 de abril comemora-se o Dia Mundial da Terra e, no âmbito do debate sobre a Lei do Clima, a Assembleia Nacional francesa votou a 10 de abril a favor da proibição dos voos entre cidades para as quais exista uma ligação ferroviária de duração inferior a 2h30. Defendendo que tal decisão apenas reduziria em 6,6% as emissões de CO2 imputáveis à totalidade dos voos domésticos, vários grupos de ativistas do clima haviam sugerido a supressão dos voos que pudessem ser substituídos por trajetos de comboio até cinco horas de viagem, o que, alegavam, reduziria em 60,6% as emissões de CO2 dos voos internos em França. Na sua edição de hoje, 19 de abril, o Público noticiava que Portugal tem hoje os mesmos quilómetros de ferrovia que tinha em 1893.
No dia seguinte à greve estudantil de 23 de abril, terá lugar o Climate Live coordenado por jovens ativistas climáticos a nível internacional. Em Portugal a iniciativa decorrerá online, das 15h às 18h30 e das 21h às 23h10, e será transmitida nas redes sociais da Greve Climática Estudantil (Instagram, Twitter , Facebook e Youtube).










