Ação de rua pela plantação de árvores

“Eu quero ser uma árvore” no Porto

| 10 Fev 2024

Jardins no Porto. Foto © Vítor Oliveira

Jardins no Porto: a quantidade de árvores tem diminuído cada vez mais e coloca em causa a biodiversidade e a qualidade de vida urbana. Foto © Vítor Oliveira


A Campo Aberto e o Grupo GARRA Porto promoveram ontem, dia 9 de fevereiro, uma ação de rua e ocuparam 40 caldeiras, espaços nas ruas que já tiveram ou se destinam a ter uma árvore, vazias no Porto com tabuletas a dizer «Quero Ser Uma Árvore». “Da Foz a Campanhã, da Baixa à Asprela, os ativistas espalharam pela cidade uma mensagem construtiva, no sentido da melhoria da qualidade do ar, promoção da biodiversidade e do bem-estar da comunidade”, pode ler-se no comunicado enviado ao 7MARGENS.
A ação foi inspirada numa ação realizada em Coimbra pelo grupo «Eu também – Coimbra», “reaproveitando as tabuletas lá usadas”, diz a organização, que adianta que “a iniciativa chama a atenção para a possibilidade de plantação imediata de árvores nestes locais, sem nenhuma obra necessária”.
A Campo Aberto critica, no seu comunicado, a Câmara Municipal do Porto, que, afirmam, “parece não ter no orçamento para 2024 nenhuma verba alocada à concretização do seu ambicioso Plano de Arborização da cidade”. “Esse plano, apresentado há dez meses, identifica 200 quilómetros de ruas «passíveis de serem arborizadas», além dos 156 quilómetros de ruas arborizadas atualmente existentes (e de 177 km não arborizáveis). Ou seja, é possível mais que duplicar as ruas com árvores na cidade. Mas o Plano parece continuar a existir apenas na gaveta”, lamentam.

Neste sentido, a organização ambiental apela à Câmara Municipal do Porto que revele “o seu cronograma para a concretização do seu plano de arborização do Porto”. “Planos ambiciosos e cientificamente validados têm de facto interesse mas apenas se houver recursos financeiros para que se tornem realidade”, dizem.

A organização defende que, “segundo um estudo de cientistas portugueses publicado recentemente na versão digital da revista Landscape and Urban Planning, e a que foi dado realce publicamente, as áreas de vegetação do Porto (árvores, arbustos e vegetação herbácea) diminuíram drasticamente desde 1947, pondo em perigo a biodiversidade e a qualidade da vida urbana”, e defendem, no seu comunicado, que décadas de apelos por parte das associações ambientalistas não têm tido respostas da parte do poder autárquico.

 

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