EUA: Cristãos temem implicações da alteração ao conceito de sexo na lei
Uma decisão do Supremo Tribunal norte-americano, visando impedir a discriminação laboral das pessoas homossexuais ou transgénero, está a preocupar vários líderes de diversas igrejas cristãs nos EUA. Por maioria de 6 contra 3, a lei dos Direitos Civis de 1964, que protege contra a discriminação laboral com base na raça, religião, nacionalidade e sexo, passará também a aplicar-se à homossexualidade e mudança de sexo.
O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB), Jose Gonzalez, afirmou estar “profundamente preocupado” com o facto de que esta alteração possa ter “efetivamente redefinido o sentido legal de ‘sexo’ no direito civil americano”. “Proteger os nossos vizinhos de discriminação injusta não implica a redefinição da natureza humana”, sublinhou o arcebispo de Los Angeles em comunicado.
Russell Moore, presidente da comissão de ética e liberdade religiosa da Convenção Batista do Sul, considera por seu lado que a alteração terá “implicações sísmicas” na liberdade religiosa e originará inúmeros processos legais nas instituições religiosas, muitas das quais têm como princípio não contratar colaboradores transgénero ou assumidamente homossexuais.
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