Bispo dos Camarões

Europa deve ajudar a criar empregos em África, para travar migração

| 9 Nov 2023

É necessário criar oportunidades de formação profissional e de criação de emprego para jovens em África. FOTo Fundação AIS

“Os jovens representam um enorme potencial para o nosso continente, mas apenas se lhes pudermos dar as ferramentas e as oportunidades necessárias para prosperarem”, diz o bispo Bruno Ateba. Foto: Direitos reservados, via Fundação AIS.

 

É necessário que a Europa faça alguma coisa para ajudar a travar a crise migratória oriunda do continente africano, nomeadamente através da criação de empregos a nível local, para “estancar este problema na origem”, defende o bispo Bruno Ateba, responsável pela diocese de Maroua-Mokolo, situada no extremo norte dos Camarões.

“Se as pessoas tivessem acesso a empregos e oportunidades económicas nos seus países de origem, não sentiriam a necessidade de emigrar. Há uma ligação clara entre a realidade das pessoas deslocadas, a emigração e a falta de um futuro estável”, afirmou esta semana o prelado, em declarações à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), quando regressava de uma visita ad limina a Roma, em que se encontrou com o Papa.

Na sua diocese, Bruno Ateba tem já em marcha um projeto que visa dar oportunidades de formação profissional e de criação de emprego a jovens deslocados internos. Trata-se de um centro de atividades localizado no campo de refugiados de Minawao, na paróquia de Zamay, “onde vivem 80 mil refugiados da vizinha Nigéria que fugiram do Boko Haram”.

Graças a este projeto, explica, os deslocados recebem atenção pastoral e ao mesmo tempo adquirirem competências em áreas tão diversas como a reparação de sapatos, de computadores, ou a costura. “Os jovens representam um enorme potencial para o nosso continente, mas apenas se lhes pudermos dar as ferramentas e as oportunidades necessárias para prosperarem”, refere.

Mas em muitos países africanos, como no caso dos Camarões, “ainda não há indústria, nem modelo económico. Muitos sentem-se obrigados a partir por falta de oportunidades. Se queremos mudar esta situação, temos de encontrar uma solução sustentável para travar o êxodo dos nossos jovens”.

O bispo insiste, por isso, que a comunidade internacional deve unir-se para apoiar as iniciativas de desenvolvimento. “A Igreja e organizações como a Fundação AIS continuam a desempenhar um papel crucial no apoio aos que são diretamente afetados pelas crises de segurança e migratória, mas a cooperação da comunidade internacional é essencial para se enfrentarem estes desafios e se encontrarem soluções a longo prazo”, conclui Bruno Ateba.

 

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