Europa: o porto seguro? A viagem de uma família em busca da paz

, e | 22 Fev 21

Europa: o porto seguro?

A viagem de uma família em busca de paz

Como milhares de outros refugiados antes deles, os camaroneses Nadège e Franck arriscaram a vida nas águas frias do Mediterrâneo. Vinham em busca de uma vida melhor. Após terem sido resgatados pela Organização Não Governamental (ONG) Sea-Watch, encontraram, em setembro de 2019, em Portugal, a paz que procuravam, com a ajuda de organizações da sociedade civil.

Nadège, Franck e o filho.

A dilacerante partida para o desconhecido

Enquanto os sinos da igreja atraem os fiéis nesta fria mas soalheira manhã de domingo, Nadège, Franck e o pequeno Júnior vêm ao nosso encontro. Calmamente, como quem tem, agora, todo o tempo do mundo. E têm.

Ambos naturais da República dos Camarões, Nadège e Franck conheceram-se na Argélia, depois de terem deixado o seu país em direção ao desconhecido. Ela saiu da sua aldeia devido a problemas familiares que prefere omitir. Menciona apenas que “corria perigo de vida”, o que a levou a deixar para trás não só os seus pais, como também os seus três filhos menores. A promessa de uma vida melhor desvaneceu-se à chegada a Argel, onde foi submetida a condições análogas às da escravidão para poder reembolsar a sua passagem.

Franck fugiu de uma guerra na qual não se revia e na qual não queria intervir. A República dos Camarões, dividida entre anglófonos e francófonos (80% da população), vive, desde 2016, uma crise separatista. Os protestos começaram de forma pacífica, com uma greve de advogados e professores a reclamarem contra um sistema que, segundo eles, colocava as regiões anglófonas em desvantagem. Mas, rapidamente, os conflitos degeneraram em atos de violência que ainda hoje perduram. O conflito já terá causado mais de três mil mortos, segundo o International Crisis Group, e mais de 600 mil deslocados. Com o incentivo do pai, Franck preferiu abandonar o país a ter de pegar nas armas. Atravessou a Nigéria, o Níger e toda a Argélia até chegar à capital, Argel.

Quase cinco mil quilómetros separam as capitais dos Camarões e da Argélia.

Depois de se conhecerem, já na Argélia, o casal decide rumar à Líbia. Mas se na Argélia não era um mar de rosas, na Líbia a situação só piorou. Franck arranjou emprego, mas Nadège enfrentou a dureza da prisão, onde viu nascer o único filho do casal, Franck Júnior.

Nadège, com a história gravada na pele.

É impossível não reparar na cicatriz de Nadège, 26 anos. Uma marca daquela passagem gravada no seu peito, a recordar-lhe diariamente a sua violenta história. “Isto é a Líbia. Esta cicatriz é a Líbia”, confessa, depois de respirar fundo. Após uma pausa sentida, ganha coragem e refere os maus tratos que sofreu, o “calvário que se vive naquela prisão”. Sem que nos atrevêssemos a perguntar, ela própria relata os abusos sexuais perpetuados pelos guardas prisionais, que apagavam os cigarros no seu corpo. Aquela cicatriz em particular é “só” a recordação de uma chicotada de um guarda.

"Se o meu destino for morrer na água, prefiro morrer dessa forma do que atirem em mim e no meu filho. Vou tentar. Vou tentar enfrentar o Mediterrâneo."

A fuga para a Europa

Assim que saiu da prisão, já com o filho nos braços, a camaronesa quis deixar a Líbia. Já não se sentia em segurança no país, “tendo em conta os ‘booms’ em todo o lado, os tiros, os fogos”. Convenceu Franck a abandonarem aquele país e a tentarem a aventura europeia. Afinal, “apenas” teriam de atravessar o Mediterrâneo…

São várias as rotas conhecidas para os migrantes entrarem na Europa. A que liga a Líbia e Itália, na mira do casal camaronês, é uma delas.

Rotas de fuga dos refugiados rumo à Europa. Fonte: Folha de São Paulo (2015).

No dia 13 de junho de 2019, o patrão de Franck avisou-o da partida de uma “embarcação segura” naquela mesma noite. Sem qualquer preparativo, o casal, com o filho de meses ao colo, decide lançar-se na perigosa aventura de atravessar o Mediterrâneo.

Cinquenta e três pessoas arriscaram a travessia naquela noite. A escuridão é a melhor aliada para alcançar, discretamente, a costa europeia. Amontoados num pequeno barco insuflável (“a famosa embarcação segura”), ambicionam a liberdade. Anseiam pelo dia em que poderão viver sem guerra, conflito ou fome.

O instinto de sobrevivência faz com que aguentem o frio e o medo. São 12 horas nas gélidas águas do Mediterrâneo. “Rezam” por um milagre – sobreviver àquela noite. Era quase meio dia quando avistaram um barco. “Pensámos que era da Líbia e que nos vinha buscar, mas, para nossa surpresa, disseram: ‘não tenham medo, somos a Sea-Watch, queremos salvá-los'”, lembra, sorridente, Nadège.

A Sea-Watch já ajudou a salvar mais de 35 000 pessoas em alto-mar.

O resgate

A Sea-Watch é uma organização sem fins lucrativos que lidera operações civis de salvamento no Mediterrâneo central. “A União Europeia está empenhada na democracia e nos direitos humanos, mas ao mesmo tempo continua a isolar-se dos que fogem. Como resultado deste isolamento, milhares de pessoas morrem todos os anos na esperança de chegar a um porto seguro na Europa”, pode ler-se no site da Sea-Watch. A organização não-governamental nasceu em 2014 por iniciativa de voluntários que já não conseguiam ficar indiferentes às mortes que se vinham sucedendo nas águas do Mediterrâneo. Para a Sea-Watch, “ninguém merece morrer nas fronteiras externas da União Europeia em busca de uma vida mais segura e mais humana.”

Extenuados, a 14 de Junho de 2019 os 53 migrantes são resgatados a bordo do navio Sea-Watch 3, nas margens da costa italiana.

Sea-Watch 3, o barco que resgatou Nàdege e a família. Foto © Sea-Watch

Nadège, Franck e o seu filho a bordo do Sea Watch 3. Foto © Sea-Watch

A famíla de Nadège em destaque no Twitter da Sea Watch.

Apesar da lei internacional obrigar as embarcações a levar os migrantes para o porto seguro mais próximo, o então ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, recusou a entrada do Sea-Watch 3 no porto de Lampedusa, defendendo que o porto mais próximo seria o de Trípoli. Mas essa não era, sequer, opção para a capitã do Sea-Watch 3, a alemã Carola Rackete.

O braço de ferro durou dias até que, em 29 de junho, Carola Rackete, decidiu desrespeitar as ordens italianas por considerar que o porto italiano era a opção mais segura para as 53 pessoas que estavam a bordo. A polícia italiana acabou por prendê-la nesse dia.

Carola Rackete, capitã do Sea-Watch 3. Foto © EPA/Omer Messinger cedida pelo autor.

Em declarações à imprensa, em sua defesa, a capitã alegou o seu dever moral. Mas mais do que moral, o artigo 98º da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do mar estabelece o dever de prestar assistência em situação de perigo. Perante esta e outras situações semelhantes, a Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos, junto do Parlamento Europeu, apresentou, em 21 de outubro de 2019, uma proposta de Resolução do Parlamento Europeu sobre a busca e o salvamento no Mediterrâneo que visava dirimir estas posições. Porém, a Resolução foi rejeitada por apenas dois votos.

Perante o bloqueio italiano, a Finlândia, a França, a Alemanha, o Luxemburgo e Portugal ofereceram-se para receber os migrantes do Sea-Watch 3. Enquanto aguardavam o seu destino final, os refugiados ficaram cerca de dois meses e meio na Sicília. Nadège, Franck e o filho foram destinados a Portugal. Nadège confessa que caso tivesse tido opção de escolha, provavelmente teria escolhido a França, por causa da língua. Já Franck, de origem anglófona, não fazia questão, demonstrando, inclusive, desagrado pelas políticas francesas.

Portugal e a paz à vista

O grupo acabou dispersado por diversos países da Europa. No dia 13 de setembro, seis pessoas chegaram a Portugal. Uma semana depois, a família de Nadège chegava a Braga. “Não contava com uma receção destas”, admite.

Em Portugal, Franck sente-se um homem livre. Até porque, como o próprio refere, em Braga, três ou quatro meses depois de terem chegado, o casal já tinha emprego: ela como ajudante de cozinha e ele como maquinista. Só lamenta o facto de os salários serem tão baixos. Mas acredita ser um bom país para viver: por cá, “são realmente levados a sério”, ao contrário do que sucede com conhecidos que, no Luxemburgo ou Alemanha, estão longe de terem suas situações resolvidas.

Uma família que encontrou a paz por terras minhotas
Braga como terra de acolhimento para Franck Júnior, que nasceu numa prisão na Líbia
A normalidade pela qual Nadège e Franck tanto ansiavam...
O sorriso de quem, hoje, se sente livre

Com 26 anos, Franck demonstra uma maturidade que só uma história de vida como a dele pode explicar. Saiu de casa para fugir à guerra, deixando para trás a família – que não vê desde há cinco anos. Traz com ele a mágoa de saber que o seu pai foi morto pelos separatistas, sem sequer saber onde se encontra sepultado. Chegar a Braga “é como se começasse do zero”, afirmou. Só que agora é livre, como ele tanto desejava. “Posso dizer o que penso, fazer o que quero, posso comer a meu gosto e de acordo com a minha fome”, diz o refugiado. Considera estar bem integrado na comunidade. Tem trabalho, casa e joga futebol com colegas portugueses. Gosta de Portugal e diz nunca ter sentido nenhuma atitude discriminatória em Braga. Mas lamenta a distância não só da família, como dos amigos. “Aqui só conhecidos”, sugerindo a falta de história e vivências comuns.

Apoio institucional

Para abrir um caminho seguro aos refugiados é preciso apoio e trabalho em várias frentes. Além das ONG como a Sea-Watch, entram em cena vários organismos internacionais e, em especial, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Essa necessidade de ação revela-se urgente: as estatísticas sobre os fluxos migratórios para a Europa dizem que, no final de 2019, existiam 26 milhões de refugiados e 45,7 milhões de pessoas deslocadas internamente em todo o mundo (dados do ACNUR). Na União Europeia (UE), a percentagem de refugiados representa 0,6 % da população total (2.591.632 de refugiados para uma população total de cerca de 450 milhões de pessoas).

Em Portugal, foi criada em 2015 a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), uma resposta da sociedade civil no país às necessidades dos que se encontram nesta situação. O acolhimento de Nadège e o Franck é fruto dessa parceria, ao serem encaminhados através da UE/Governo português para a PAR, que faz o direcionamento dos refugiados.

O mundo é construído através da bondade

O apoio bracarense

Em Braga, um dos braços para ajudar no recomeço dessas famílias é o Colégio Luso Internacional de Braga (CLIB), parceiro da PAR desde 2015, num processo impulsionado pela sua diretora pedagógica, Helena Pina-Vaz. Em novembro de 2020, o CLIB acolheu a décima família. O que começou como uma mistura de proposta pedagógica e de cidadania, mobiliza, hoje, toda a comunidade ligada ao colégio.

Em 2015, perante as notícias de um grande êxodo de migrantes, sobretudo sírios e iraquianos, os alunos foram desafiados a não ficarem indiferentes, recorda Segundo Helena Pina-Vaz. E não ficaram. Mobilizaram-se os pais, os alunos e os educadores. A maioria das famílias acolhidas é oriunda da Síria, Iraque e África. O problema da língua pode até ser um revés, mas quase sempre é resolvido com a ajuda do tradutor do telemóvel, brinca a diretora.

Helena Pina-Vaz, diretora do CLIB (Colégio Luso Internacional de Braga).

A diretora do CLIB reforça que os bons resultados neste percurso de acolhimento vão além de uma empatia inicial com a causa, mas resultam de um profundo envolvimento, em todos os níveis, entre a escola e os parceiros nesta jornada. “Uma escola é a comunidade ideal para fazer qualquer coisa, porque temos a sensibilidade e o coração doce das crianças, temos a energia dos jovens para levar tudo a frente deles, temos o apoio dos pais, e juntos temos essa possibilidade de fazermos uma coisa boa”, salienta.

Em 15 de novembro de 2019, Nadège iniciou uma formação na área da cozinha, sendo, hoje, funcionária do CLIB. É com ternura e sorriso rasgado (e uma certa vaidade) que a agora cozinheira do colégio pronuncia o nome da “Dra. Helena”, considerando mesmo ser “a protegida” da diretora.

“O mundo é grande o suficiente para todos nós”- Helena Pina- Vaz

Hospitalidade e dignidade da pessoa humana são apenas dois dos valores pelos quais se pauta esta cidadã do mundo. São esses os valores que pretende transmitir aos seus alunos e, porque não, a toda a comunidade bracarense.

Helena Pina- Vaz recebeu, no mês passado, a medalha de mérito municipal, de Grau Prata, entregue pela Câmara Municipal de Braga.

Pedidos de asilo e resposta da UE

Segundos os dados da Comissão Europeia, em 2019, a UE recebeu quase 700 mil pedidos de asilo, incluindo 631 mil apresentados pela primeira vez – o que representa um aumento de 12 % em relação a 2018. No topo dos pedidos, surgem sírios e afegãos, que fogem dos conflitos armados.

A maioria dos pedidos de asilo foram apresentados na Alemanha (142.450), França (138. 290), Espanha (115.175), Grécia (74.910) e Itália (35.005).

Cinco destinos europeus na mira dos refugiados.

Desses pedidos, 109 mil pessoas obtiveram o estatuto de refugiado.

No que diz respeito às passagens ilegais das fronteiras, segundo as estatísticas da Comissão Europeia, existe uma tendência para a sua diminuição. Se entre 2018 e 2019 se verificou uma diminuição de 5%, entre janeiro e agosto de 2020, percebemos uma descida de 13 % relativamente ao período homólogo de 2019, correspondendo ao número mais baixo dos últimos seis anos.

Das 141.700 passagens ilegais das fronteiras em 2019, 106.200 foram efetuadas por travessias marítimas – ou seja, 7% menos do que em 2018.

Fonte: Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

A 26 de novembro de 2020 foi aprovada a Resolução do Parlamento Europeu sobre a situação dos direitos fundamentais na União Europeia que institui os Direitos fundamentais dos migrantes, requerentes de asilo e refugiados. Nela é solicitado que seja aplicada a Recomendação da comissária para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, de junho de 2019, intitulada Lives saved – Rights protected – Bridging the protection gap for refugeesand migrants in the Mediterranean (Vidas salvas – Direitos protegidos – Colmatar o fosso na proteção de refugiados e migrantes no Mediterrâneo). E pede-se, logo no primeiro capítulo, que “se garanta que armadores, ONG e companhias marítimas não sejam penalizados por cumprirem seu dever de resgatar pessoas em perigo no mar”.

A boa vontade ao serviço dos outros

O drama dos refugiados atingiu o auge em 2015, quando o mundo inteiro se comoveu com a imagem de Alan Kurdi, o menino sírio de três anos que morreu ao largo de uma praia turca. Rui Marques, enquanto coordenador do Instituto Pe. António Vieira (IPAV), decidiu reunir esforços, convocando todas as instituições interessadas em “fazer alguma coisa com a boa vontade que se vinha sentindo da sociedade”, lembra Eugénia Quaresma, diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), que diz também ter sentido um aumento da disponibilidade da sociedade civil para ajudar.

Eugénia Quaresma, diretora da OCPM.  Foto: Direitos reservados

Da reunião convocada, saem as bases para fundar a PAR, à qual aderiram paróquias, escolas, associações, confrarias, entre outras instituições. A maioria delas orientada por valores cristãos, como no caso da OCPM, com o objetivo de ajudar cada família recém-chegada a Portugal a ser autónoma. Para isso, cada parte envolvida tenta mover esforços no sentido de se providenciar trabalho, casa, vestuário e cuidados de saúde.

Atualmente, Eugénia Quaresma estima que haja para cima de 800 famílias integradas em território nacional. Mas nem todos os que aqui chegam ficam. Há quem, passado pouco tempo, opte por outro país. Por isso a PAR decidiu criar centros de triagem, para que cada um tenha tempo para discernir sobre o futuro. O que, diz a diretora da Obra Católica, garante “uma melhor fixação posterior”.

Estes centros não têm, porém, nada a ver com os campos de refugiados. Como lembra Eugénia Quaresma, numa conversa por vídeo, esse é um cenário evitável a todo o custo. Até porque esses locais “não se recomendam a ninguém. Não é o que desejamos para ninguém. São geradores de conflitos, pela sua natureza”, acrescenta.

Medos infundados e integração

O medo por parte dos portugueses pode retrair os recém-chegados. “Têm medo do desconhecido e do terrorismo”, diz a responsável da OCPM. Para além disso, desconfiam das necessidades dessas pessoas, a quem a guerra e violência empurrou para a Europa. O emprego também é indutor de hostilidades. O que é um “mito”: “Muitos dos lugares que os imigrantes vêm ocupar são lugares vagos há muito tempo. Muita das vezes vêm desempenhar os trabalhos mais perigosos, trabalhos ditos mais sujos (limpezas), trabalhos pesados, trabalhos mal remunerados…”, explica Eugénia Quaresma.

Para acolher, os portugueses precisam, por isso, de ter a certeza de que não haverá abusos. Para concretizar esse acolhimento, também a nível religioso, existe a OCPM. Segundo as indicações da Secção Migrantes e Refugiados do Vaticano, tutelada diretamente pelo Papa, as orientações pastorais de cada diocese devem procurar concretizar as suas ações em volta de quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar. O fim último é o reconhecimento do imigrante como cidadão, podendo ir até ao voto. “É esta a missão que o Vaticano pretende de todas as conferências episcopais”, resume.

Chegar até à Obra Católica

A Obra Católica Portuguesa de Migrações é um serviço da Conferência Episcopal Portuguesa. Nasceu em 1952 para apoiar a diáspora portuguesa na sua fé, enviando padres para as comunidades estrangeiras.

A OCPM advoga a liberdade de culto e a solidariedade, acima de tudo. Por essa razão, ainda antes de integrar a PAR, já auxiliava quem batesse à porta. Hoje, o trabalho com os refugiados passa muito pela sensibilização das paróquias e pela orientação dos esforços de quem deseja cooperar.

Em Braga, ele é feito através do Secretariado Diocesano de Migrações. No entanto, em cada secretariado ou diocese, a dinâmica com os voluntários é a mesma. O apoio financeiro vem das paróquias. Uma parte dos donativos fica para os secretariados, outra vai para a OCPM, enquanto organismo nacional. O ano de 2020, em consequência da pandemia, ditou um rombo a nível financeiro, mas o trabalho continuou. Há outras famílias em busca da paz…

Segundo um comunicado do Governo de 28 de dezembro de 2020, Portugal acolhera, até esse momento, ao abrigo do Programa Voluntário de Reinstalação do ACNUR e da Comissão Europeia, 631 refugiados. Destes, 253 chegaram do Egito e 378 da Turquia. A 20 de Fevereiro, há 645 refugiados no país.

Enquanto isto, cerca de 3.000 refugiados sem abrigo enfrentam o inverno bósnio após o incêndio que destruiu, em 23 de dezembro, um acampamento na cidade de Biha.

Muito ainda por fazer, muitas pessoas por resgatar.

 

Realização vídeo: Isabel Moura e Renata Rodrigues
Edição vídeo: Beatriz Leite
Fotografias © Isabel Moura, salvo as que estão assinadas com outro nome

Contactos: maria.beatriz.leite@hotmail.com, mibm0305@gmail.com

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga

João Lavrador deixa Açores para Viana

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga novidade

Com a escolha de João Lavrador para a sede vacante de Viana fica agora Angra sem bispo. Mas Braga já está à espera de sucessor há dois anos, enquanto em Leiria se perspectiva a sucessão talvez até final do ano. Há bispos que querem sair de onde estão, outros não querem alguns para determinados sítios. “Com todas estas movimentações, é difícil acreditar que a nomeação de um bispo seja obra do Espírito Santo”, diz um padre.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Taizé dinamiza vigília para jovens em Glasgow

Cimeira do Clima

Taizé dinamiza vigília para jovens em Glasgow novidade

A Comunidade de Taizé foi convidada pelo Comité Coordenador da COP26 das Igrejas de Glasgow para preparar e liderar uma vigília para estudantes e jovens em Glasgow durante a Cimeira do Clima. Mais de sete mil pessoas passaram por Taizé, desde junho, semana após semana, apesar do contexto da pandemia que se vive.

O outro sou eu

O outro sou eu novidade

Há tanto que me vem à cabeça quando penso em Jorge Sampaio. Tantas ocasiões em que o seu percurso afetou e inspirou o meu, quando era só mais uma adolescente portuguesa da primeira geração do pós-25 de Abril à procura de referências. Agora, que sou só uma adulta que recusa desprender-se delas, as memórias confundem-se com valores e os factos com aspirações.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This