Europeus querem prioridade à luta contra a pobreza. Portugueses são os que mais reivindicam

| 12 Fev 21

Eurobarómetro, Pobreza, União Europeia

 

A luta contra a pobreza e as desigualdades sociais deve a ser uma prioridade política do Parlamento Europeu, segundo o inquérito anual do Eurobarómetro intitulado “O que pensam os europeus sobre a Europa”, cujos resultados foram apresentados em Lisboa, nesta sexta-feira, 12 de fevereiro.

Esta prioridade da agenda das questões sociais marca uma viragem relativamente aos anos anteriores, admitindo-se que esteja relacionada com os efeitos socioeconómicos da pandemia do novo coronavírus. Esta  sondagem do Eurobarómetro coloca-a como, de longe, a mais sufragada, com 48% dos 27.213 entrevistados (posicionam-se, a seguir, medidas para combater o terrorismo e o crime organizado, com 35%, e a melhoria do acesso a uma educação de qualidade para todos, com 33%).

Os respondentes portugueses são ainda mais enfáticos nesta redefinição da agenda europeia. De facto, Portugal, com 76% das respostas centradas neste indicador, não só se distancia significativamente da média europeia como consegue mesmo ser o que mais escolheu esta posição, longe de Chipre, o segundo classificado, com 66%.

Em termos comparativos, importa sublinhar que, nos anos anteriores, a prioridade das preocupações dos cidadãos da União Europeia se centravam em matérias como as alterações climáticas (a principal em 2019), a proteção dos direitos humanos, a igualdade entre homens e mulheres, a liberdade de expressão, a solidariedade entre os Estados-Membros da UE, a solidariedade internacional entre a UE e os países pobres do mundo e o diálogo intercultural ou inter-religioso (conferir aqui os dados de anos anteriores).

Num plano mais largo, este estudo evidencia um significativo crescimento (dez pontos percentuais) do número de europeus que têm uma imagem positiva da UE, quando comparado com o outono de 2019. Também aqui os portugueses têm uma imagem positiva (67%), valor apenas superado pela Irlanda, com 77%. Dois em cada três dos inquiridos estão otimistas em relação ao futuro da União Europeia.

Ao comentar estes dados, numa conferência de imprensa em que participou o 7MARGENS, quer Ana Isabel Xavier, especialista em questões europeias e professora da Universidade Autónoma de Lisboa, quer Pedro Magalhães, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, fizeram questão de sublinhar o facto de os inquéritos terem decorrido em novembro e dezembro últimos, numa altura em que as expectativas da opinião pública, decorrentes da aquisição de vacinas por parte da Comissão Europeia, se encontravam em alta. E notaram igualmente haver, em vários países, uma opinião pública bastante reticente face à dimensão europeia.

Pedro Magalhães aludiu ainda a recentes dados do Eurobarómetro que indicam que, em Portugal, 22% dos cidadãos dizem não usar a internet em casa, um valor só ultrapassado pela Roménia, para chamar a atenção para as desigualdades que se estão a cavar na sociedade portuguesa, em tempo de teletrabalho e de ensino a distância.

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