É preciso cada vez mais “desligar” do trabalho e da tecnologia, defende especialista

| 27 Nov 19

Foto © Fauxels/Pexels

 

Torna-se cada vez mais necessário criar espaço para “desligar” do trabalho e das novas tecnologias, permitindo que a família e o emprego existam como dimensões “independentes”, “fundamentais” para que as pessoas se sintam realizadas. Estas foram duas das propostas de solução para este problema, apresnetadas por Miguel Pina e Cunha, num encontro sobre “Conciliação entre família, trabalho e impacto social”, promovido pela Família Missionária Verbum Dei e que reuniu cerca de 200 pessoas. Aquele interveniente referiu mesmo a concretização da semana de quatro dias de trabalho, que começou no Japão recentemente, como referiu, em declarações a agência Ecclesia. 

Joana Costa Pereira e Miguel Pina e Cunha – da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) – apresentaram recentemente uma reflexão sobre o tema. E descrevem a carga laboral que têm muitos “pais de fim-de-semana”. “Família e o trabalho são fonte de preenchimento, satisfação e felicidade”, descreve Joana Costa Pereira, admitindo que, hoje em dia, existe um “conflito” cada vez maior entre estas duas realidades.

Na iniciativa, que decorreu no sábado, 24 de novembro, Maria Teresa Ribeiro, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e terapeuta familiar, apontou os problemas das “microfamílias”, que têm menos filhos, e do envelhecimento progressivo da população. A especialista também destacou que as gerações atuais vivem hoje a tentar fazer um constante “equilíbrio” entre as exigências do casal, da vida profissional e da gestão da família alargada.

Manuel Barata de Tovar, co-fundador de uma empresa social dedicada à economia circular e responsável pelo núcleo ‘Acege next’ [Associação Católica de Empresários e Gestores], em Coimbra, abordou ainda a evolução da realidade laboral, denunciando o “paradoxo da ganância” – uma maior produção, em menos tempo, que não permite que as pessoas trabalhem menos. “A diferença está nas prioridades de cada um e também enquanto sociedade”, insistiu.

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