Quando:
15/06/2019@17:00_18:00
2019-06-15T17:00:00+01:00
2019-06-15T18:00:00+01:00
Onde:
Feira do Livro de Lisboa - Praça Laranja
Parque Eduardo VII - Lisboa
Custo:
Grátis
Contacto:
Lucerna
O livro será apresentado por Joana Rigato, que já integrou a Comissão Nacional Justiça e Paz, e Katarzina Kern Pereira, professora e tradutora. 
«Homens com deficiências, homens consumidos, homens exaustos; agricultores escanzelados e afogados em dívidas; mães que suportavam o peso das suas crianças nas saias, nos braços, nos ventres; crianças doentes e raquíticas – toda uma longa procissão de pessoas desesperadas chamava por mim. Onde estavam os santos para tentar mudar a ordem social, não só para catequizar os escravos, mas para acabar com a escravidão?
Jesus disse: ‘Bem-aventurados os mansos’, mas eu não conseguia ser mansa perante a ideia da injustiça. Eu queria um Senhor que expulsasse os vendilhões do Templo e quisesse ajudar todos os que se erguessem contra a opressão.»
Dorothy Day (texto da editora) – Nascida no seio de uma família protestante da classe média norte-americana, Dorothy Day tornou-se sufragista, escritora social e política e, mais tarde, uma conhecida ativista católica. Fundou uma espécie de movimento espiritual do século XX, com uma rede de casas de acolhimento e jornais que abrangia todo o território dos EUA e cujo propósito era alimentar os famintos e acolher os pobres, os vulneráveis, os doentes e os necessitados, no espírito da caridade cristã.

Diz quem a conheceu que ansiava por respostas para as grandes questões: como devemos viver esta vida, onde, de que maneira e com que propósito? E encontrou-as não só nos romances e pinturas que tanto admirava, mas também, e acima de tudo, na Bíblia, na vida dum pregador itinerante e curandeiro que morreu numa cruz, com um ladrão de cada lado, há quase 2000 anos, na Palestina controlada pelos Romanos. A sua inspiração foram os pobres do século XX – descendentes, como nunca esqueceu, do povo humilde com que Jesus lidava, dos insultados e humilhados que os romancistas e artistas que admirava evocavam sempre. Optou por passar a sua vida com essas pessoas, tentando ajudá-las, aprendendo com elas. A sua política era uma política local e pessoal, de proximidade, que ligava muito pouco à burocracia do Estado moderno. Não quis ser lembrada institucionalmente, mas como uma pessoa humilde, de fé, que deu o seu melhor para viver de acordo com os ensinamentos bíblicos sobre os quais meditou a vida inteira.

A publicação desta obra insere-se num projeto editorial apoiado pelos promotores do Fundo Calcutá, que tornou possível a criação da coleção «Calcutá» no âmbito da chancela Lucerna da Princípia Editora.

Esta coleção, com a qual se deseja lembrar e homenagear a memória de Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, hoje Santa Teresa de Calcutá, destina-se à publicação de obras literárias e académicas consideradas fundamentais no âmbito da reflexão histórica, filosófica e teológica cristã.