AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Capela do Rato, em Lisboa Foto (C) Agência Ecclesia

Nesta quinta, dia 8, às 15h, em Lisboa

Exposição e colóquio em São Domingos evocam vigília pela paz de 1972

| 07/12/2022

Capela do Rato, em Lisboa Foto (C) Agência Ecclesia

Reprodução ampliada de O Anjo de Berlim, de Lourdes Castro, na Capela do Rato, em Lisboa: há 50 anos rezou-se pela paz neste pequeno templo católico, quatro anos depois da vigília em São Domingos. Foto © Agência Ecclesia

 

A exposição evocativa dos 50 anos da Vigília pela Paz na Capela do Rato, em Lisboa, é inaugurada nesta quinta-feira, 8 de dezembro, às 15h00, pelo Presidente da República, nas instalações da Igreja de São Domingos (junto ao Rossio, em Lisboa). Logo após essa inauguração, tem lugar um colóquio moderado pela jornalista Cândida Pinto em que intervêm o próprio Presidente da República, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, o professor Luís Moita e o padre António Janela, um dos presbíteros presos na Capela do Rato no dia 1 de janeiro de 1973.

A Igreja de São Domingos foi escolhida por ser o local em que, a 31 de dezembro de 1968, um grupo de católicos realizou uma vigília pela paz motivada pela situação de guerra em que o país vivia e pela mensagem de Paulo VI para esse Dia Mundial da Paz intitulada “A Promoção dos Direitos do Homem, Caminho para a Paz” [ver 7MARGENS].

De algum modo a vigília de 1968 foi inspiradora da Vigília pela Paz que se iniciou no final da tarde do dia 30 de dezembro de 1972 e que viria a ser brutalmente interrompida pela polícia de choque, que invadiu a Capela de Nossa Senhora da Bonança (conhecida como Capela do Rato) no fim da tarde do dia seguinte, prendendo todo os que ali se encontravam.

No próximo dia 14 de dezembro, às 17h30, é descerrada uma lápide à porta da Capela do Rato (Calçada Bento da Rocha Cabral, 1B) evocativa da vigília de 1972, a que se segue, no interior, um debate entre organizadores e participantes da iniciativa de há 50 anos, e que conta com Isabel do Carmo, Francisco Cordovil e Jorge Wemans. O debate, moderado pelo jornalista António Marujo (diretor do 7MARGENS,) incidirá sobre os moldes em que foi planeada a iniciativa e as repercussões que teve no processo de denúncia da guerra, acelerando a rutura de muitos católicos com o regime e aumentando as fraturas dentro da Igreja em Portugal.

A Fundação Calouste Gulbenkian será o palco para os historiadores António Matos Ferreira, António Araújo, João Miguel Almeida e Rita Almeida de Carvalho situarem a Vigília pela Paz de 1972 no quadro da movimentação anticolonial dos grupos católicos e no contexto do retrocesso da primavera marcelista. O colóquio terá lugar às 10h30 do dia 15 de dezembro e será moderado pelo historiador Paulo Fontes.

Ainda em dezembro, ao fim da tarde de dia 30 (19h00), a atual comunidade da Capela do Rato promove uma vigília de oração pela Paz, “evocativa e de atualização da vigília celebrada há 50 anos” que pretende “envolver crentes e não crentes, organizações da sociedade civil e outras comunidades cristãs”. Já em janeiro, será inaugurada uma escultura de grandes dimensões da autoria de Cristina Ataíde, no Jardim da Amoreiras, perto da Mãe de Água, o local do Jardim mais próximo da Capela do Rato.

Este ciclo de iniciativas é coordenado pela Comissão das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, com o alto patrocínio do Presidente da República e o apoio da Capela do Rato, da Igreja de São Domingos, das câmaras municipais de Lisboa e de Vila Viçosa, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Arquivo Ephemera, da RTP e do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This