Após assembleia extraordinária

Número de abusos “não corresponde à verdade”, dizem bispos espanhóis

| 31 Out 2023

Assembleia plenária extraordinária da conferência episcopal espanhola, 30 outubro de 2023. Foto CEE

Bispos espanhóis reunidos durante a assembleia plenária extraordinária convocada para esta segunda-feira, 30 outubro. Foto © CEE

 

Foram mais de cinco horas de reunião, com apenas um terço dos bispos presentes e os restantes via Zoom. No final da Assembleia Plenária Extraordinária da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), convocada para esta segunda-feira à tarde na sequência da apresentação do relatório da Provedoria de Justiça sobre os abusos sexuais no âmbito da Igreja, o comunicado divulgado destaca que a extrapolação feita dos dados obtidos num inquérito – e que indicava que terão havido 440 mil casos de abusos desde 1940 – “surpreende”. Os números, asseguram os bispos, “não correspondem à verdade nem representam o conjunto de sacerdotes e religiosos que trabalham lealmente e com entrega da sua vida ao serviço do Reino”.

A nota dos bispos espanhóis, citada pelo jornal Religión Digital, refere que estes “valorizaram, de maneira especial, o testemunho recolhido das vítimas, que permite colocá-las no centro. Consideraram-se também valiosas as recomendações propostas neste relatório”.

Assinalando que “não ter em conta a magnitude do problema e a sua dimensão largamente extra-eclesial significa não enfrentar as causas do problema e perpetuá-lo no tempo” e que, “além disso, centrar-se exclusivamente na reparação das vítimas da Igreja, discriminaria a maioria das vítimas, transformando-as em vítimas de segunda classe”, a CEE assegura que, “caso se constitua um fundo de compensação para reparar as vítimas a partir das autoridades públicas”, a Igreja contribuirá para o mesmo.

O principal “ponto de atrito” desta reunião, refere o Religión Digital, terá sido “o que fazer com a auditoria [sobre os abusos na Igreja Católica espanhola] encomendada ao escritório Cremades & Calvo Sotelo” em fevereiro do ano passado, cujos resultados já deveriam ter sido entregues, mas que se encontra atrasada. O escritório terá pedido uma prorrogação do prazo de entrega e os bispos decidiram adiar a decisão para a assembleia de novembro.

Seja como for, “a Igreja quer contribuir para a erradicação do abuso sexual na infância, não só na Igreja, mas em toda a sociedade, e coloca a sua triste experiência ao serviço da mesma, num espírito de colaboração”, conclui o comunicado da CEE.

 

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