Facebook proíbe conteúdos que neguem ou distorçam o Holocausto

| 13 Out 2020

mark zuckerberg facebook, Foto Wikimedia Commons _ Anthony Quintano

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, tomou a decisão depois de ter visto “dados que mostram um aumento na violência antissemita” online. Foto © Anthony Quintano/Wikimedia Commons.

 

A decisão foi anunciada esta segunda-feira, 12 de outubro, pela vice-presidente de política de conteúdos do Facebook, Monika Bickert, e confirmada pelo próprio dono e fundador da rede social, Mark Zuckerberg: perante o crescimento das manifestações de antissemitismo online, o Facebook irá banir “qualquer conteúdo que negue ou distorça o Holocausto”.

De acordo com Bickert, só entre abril e junho deste ano, o Facebook removeu 22 milhões de exemplos de discurso de ódio contra os judeus e baniu mais de 250 organizações antissemitas. “O anúncio de hoje marca mais um passo no nosso esforço para combater o ódio nos nossos serviços”, afirmou, citada pelo Jewish News.

Zuckerberg confessou, por seu lado, ter lutado “com a tensão entre defender a liberdade de expressão e os danos causados por minimizar ou negar o horror do Holocausto” e admitiu ter tomado a decisão depois de ter visto “dados que mostram um aumento na violência antissemita”. “Traçar a linha entre o que é e o que não é aceitável não é simples, mas perante o estado atual do mundo, acredito que este é o equilíbrio certo”, afirmou.

A partir de agora, informaram ainda os responsáveis da rede social, qualquer pessoa que efetue uma pesquisa sobre o Holocausto no Facebook será “direcionada para fontes confiáveis, de modo a obter informações fidedignas” acerca do tema.

 

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Intervenção de Borges de Pinho na CEP

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal novidade

Há quem continue a pensar que sinodalidade é mais uma “palavra de moda”, que perderá a sua relevância com o tempo. Esquece-se, porventura, que já há décadas falamos repetidamente de comunhão, corresponsabilidade e participação. Sobretudo, ignoram-se os princípios fundacionais e fundantes da Igreja e os critérios que daí decorrem para o ser cristão e a vida eclesial.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

De 1 a 31 de Julho

Helpo promove oficina de voluntariado internacional

  Encerram nesta sexta-feira, 24 de Junho, as inscrições para a Oficina de Voluntariado Internacional da Helpo, que decorre entre 1 e 3 de Julho. A iniciativa é aberta a quem se pretenda candidatar ao Programa de Voluntariado da Organização Não Governamental para...

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Jesuíta morreu aos 80 anos

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Por onde passou lançava projectos, dinamizava equipas, deixava-as a seguir para partir para outras aventuras, sempre com a mesma atitude. Poucos dias antes de completar 80 anos, no passado dia 2 de Junho, dizia na que seria a última entrevista que, se morresse daí a dias, morreria “de papo cheio”. Assim foi: o padre jesuíta António Vaz Pinto, nascido em 1942 em Arouca, 11º de 12 irmãos, morreu nesta sexta-feira, 1 de Julho, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8, na sequência de um tumor pulmonar que foi diagnosticado nessa altura.

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Testemunho de uma mulher vítima

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Na conferência de imprensa da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que decorreu quinta-feira, 30 de junho, em Lisboa, foram lidos três testemunhos de vítimas de abusos, cujo anonimato foi mantido. Num dos casos, uma mulher de 50 anos fala do trauma que os abusos sofridos lhe deixaram e de como decidiu contar a sua história a um bispo, sentindo ainda assim que a sua versão não era plenamente aceite como verdadeira.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This