Famílias bahá’ís vítimas de rusgas policiais em várias cidades do Irão

| 23 Nov 2020

Comentário da representante dos bahá’ís nas Nações Unidas no Twitter: “Durante a adopção da resolução sobre a situação dos direitos humanos no Irão [na ONU], o representante iraniano afirmou que os iranianos gozam de direitos iguais. Não deve estar informado sobre a situação dos bahá’ís.”

 

Na manhã deste domingo, 22 de novembro, membros das forças de segurança iranianas realizaram rusgas em dezenas de residências de famílias bahá’ís, em várias cidades do Irão. No decorrer destas operações foram confiscados objectos pessoais, telemóveis, computadores pessoais, livros e imagens religiosas; em alguns casos os agentes levaram todo o dinheiro que encontraram e cartões de identidade nacional.

Ainda não é conhecido o motivo das rusgas. Segundo dois bahá’ís cujas residências foram revistadas, o mandado apenas especificava “revistar residência, local de trabalho e confiscar equipamentos”. Por enquanto, não há notícias de detenções, noticia o IranWire.

Alguns dos crentes bahá’ís visados nesta operação já estiveram presos no passado. É o caso de Afif Naeimi, membro do órgão dirigente dos bahá’ís no Irão, libertado em dezembro de 2018 após cumprir dez anos de prisão, e de Riaz Sobhani e Shahrokh Taef, que estiveram quatro anos na prisão de Rajaei Shahr.

Estas rusgas ocorrem num momento em que o Irão está profundamente afectado pela pandemia do coronavírus e poucos dias depois de uma subcomissão da Assembleia Geral das Nações Unidas ter aprovado uma resolução que condena as violações dos direitos humanos no Irão e apelava ao governo iraniano que garanta os direitos de todos os seus cidadãos, incluindo os que seguem a Fé Bahá’í.

A resolução pedia ao Irão que “elimine na lei e na prática […] todas as formas de discriminação baseadas em pensamento, consciência, religião ou crença, incluindo as restrições económica [e] a negação e as restrições no acesso à educação, incluindo para os membros da comunidade Bahá’í.” Também apelava ao fim de “outras violações de direitos humanos contra pessoas que pertencem a minorias religiosas reconhecidas e não reconhecidas.”

Após a aprovação da resolução, Diane Ala’i, representante da Comunidade Bahá’í internacional nas Nações Unidas em Genebra, escreveu no Twitter: “Durante a adopção da resolução sobre a situação dos direitos humanos no Irão [na ONU], o representante iraniano afirmou que os iranianos gozam de direitos iguais. Não deve estar informado sobre a situação dos bahá’ís.”

 

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