O Cardeal Pedro Barreto defende que fé e ciência caminham juntas no combate às alterações climáticas. Foto © Vatican Media
O cardeal peruano Pedro Barreto, presidente da Conferência Eclesial da Amazónia, afirmou que fé e ciência devem trabalhar em conjunto para combater as alterações climáticas e que a Igreja iniciou um “processo de advocacia evangelizadora na região amazónica, durante um seminário sobre políticas para o bem comum e a paz, realizado em Lima na passada sexta-feira, dia 911. No Seminário Internacional “A política ao serviço do bem comum, da justiça e da paz”, organizado pelo Instituto de Estudos Sociais Cristãos (IESC), Barreto apelou à proteção do ambiente, uma missão que o Papa Francisco tem promovido.
“Entramos numa caminhada juntos, ciência e fé, para criar um canal propício para um trabalho articulado entre as pessoas, as instituições e a sociedade como um todo, para buscar através da política, do bem comum, da justiça e da paz, esse canal”, disse o cardeal.
Pedro Barreto referiu que o Papa reiterou recentemente o seu apelo ao mundo para que abandone rapidamente os combustíveis fósseis e fez da proteção do ambiente uma pedra angular do seu serviço ao bem comum da humanidade desde o início do seu Pontificado, citado pelo portal Religión Digital.
O Cardeal convidou a humanidade a uma “conversão ecológica que inclua o cuidado do ambiente e o cuidado integral das pessoas”, em especial daquelas que sofrem as consequências das alterações climáticas, que são os pobres e os descartados da sociedade, promovendo uma “visão da ecologia que procura o bem comum, a justiça e a paz”.
Pedor Barreto deixou ainda críticas à forma como se vive neste mundo de “consumismo”. “O imediato e urgente é parar com as actividades predatórias e egoístas para acabar com a desflorestação indiscriminada, a mineração ilegal e o tráfico de drogas, especialmente na Amazónia”, disse, acrescentando que é necessário unir vontades para reabilitar a política para alcançar estes objectivos.
O presidente da Conferência Eclesial da Amazónia defendeu também que a maior riqueza da bacia amazónica são as populações indígenas, “três milhões de pessoas com as suas culturas e diversidade de línguas e a sua relação harmoniosa com o seu ambiente natural”.
Afirmou que a Igreja, “com o horizonte da ecologia integral”, iniciou formalmente um processo de “advocacia evangelizadora na região amazónica”.









