Arcebispo de Luanda em Fátima

“Fenómeno complexo da migração” deve ser acompanhado

| 13 Ago 2023

O arcebispo de Lunda, Filomeno Nascimento dos Dias, presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de agosto no Santuário de Fátima. Foto © Santuário de Fátima

O arcebispo de Lunda, Filomeno do Nascimento Dias, presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de agosto no Santuário de Fátima. Foto © Santuário de Fátima

 

O Arcebispo de Luanda, Filomeno do Nascimento Dias, disse em Fátima, no encerramento da 51ª Semana Nacional das Migrações, que coincidiu com a Peregrinação Internacional Aniversária (PIA) de agosto no Santuário de Fátima, que as migrações são um “fenómeno complexo”, e lembrou a realidade que se vive particularmente no mar Mediterrâneo.

Citando a mensagem do Santo Padre para o Dia do Migrante e Refugiado, o arcebispo de Luanda destacou a importância de se configurar a migração como “fruto duma escolha livre”, num esforço global para um melhor acompanhamento e gestão dos fluxos migratórios, “construindo pontes e não muros”, através de uma comunidade “pronta a acolher, proteger, promover e integrar a todos, sem distinção”, citado pelo Santuário de Fátima.

Também José Ornelas, biso de Leiria-Fátima e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), na sua intervenção, destacou o tema da mobilidade e migrações humanas, que tradicionalmente dá mote à PIA de agosto, alertando para a “miséria, conflitos e falta de dignidade” que acomete esta realidade. “Maria, que veneramos neste Santuário, foi uma peregrina de Deus no mundo e a Igreja é peregrina, entre todas as nações da Terra, a caminho da pátria do Céu. Que a Mãe de Deus acompanhe os emigrantes, que deixam a sua terra à procura de melhores condições de vida, acompanhe particularmente aqueles que, ao longo deste caminho, são postos à prova, são injustiçados, são explorados e, por vezes, encontram sofrimento e morte. Que Ela dê aos países para onde eles vão um coração aberto, para acolher os que chegam e para reconhecer o contributo que eles vão dando às sociedades que os sabem acolher”, pediu D. José Ornelas.

 

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