
Um crente lê o Corão. Foto © Rashid Oucharia / Unsplash
Com a questão da participação de Israel a suscitar protestos durante esta semana em Malmö, no sul da Suécia, dois cidadãos suecos obtiveram permissão para queimar em público o Alcorão, esta segunda-feira, véspera da primeira “meia-final” de seleção das canções finalistas do Festival Eurovisão da Canção
Segundo o jornal Daily Mail, a polícia daquela cidade recebeu o pedido de um iraquiano refugiado, que passou recentemente a ser reconhecido como cidadão sueco, e de uma sueca de extrema-direita, ativista do banimento do islão no país.
A legislação sueca não considera crime queimar um livro sagrado ou outros livros religiosos. Num texto de “perguntas-respostas”, os responsáveis da cidade anfitriã do Eurofestival admitiram, porém, que caso um tribunal entenda que um ato, em si legítimo, que envolva “agitação contra grupos étnicos”, pode haver circunstâncias que levem ao cancelamento da iniciativa.
Com várias dezenas de milhares de muçulmanos na cidade e a presença de centenas de jornalistas e operadores de media de todo o mundo, estão, assim, criados os ingredientes para incendiar um ambiente já de si tenso.
Apesar dos apelos e pressões para que Israel, presença habitual neste Festival, fosse banido, devido à invasão, mortandade e destruição que tem feito em Gaza, a União Europeia de Radiodifusão, organizadora do evento, não só se opôs como proibiu a utilização de outras bandeiras que não as dos países participantes. Mas estão previstas manifestações de protesto pela participação da canção israelita.
Malmö vai, assim, estar sob fortes medidas de segurança ao longo de toda esta semana, dado que esta terça-feira, 7, decorrerá a primeira seleção de entre os 37 finalistas; na quinta, 9, será a segunda; a final realiza-se no sábado, dia 11.
A cidade-hóspede do Festival acolhe 50 mil muçulmanos, numa população que pouco ultrapassa os 350.000 habitantes.








