De maio a novembro

Festival Terras sem Sombra reúne artistas de craveira internacional

| 23 Mai 2024

Sopranos Filipinas NIGHTINGALES

As Nightingales, duo de sopranos das Filipinas. Foto: Direitos reservados                                                                          

Inicia-se este sábado, 25, em Mértola, sob o tema “Liberdade, quem a tem chama-lhe sua: Autonomia, Emancipação e Independência na Música (Séculos XII/XXI)”, a 20ª temporada do Festival Terras sem Sombra (TSS). Mais de 30 atividades inseridas em três eixos (música, património e biodiversidade) marcarão este certame que reunirá diversos artistas de craveira internacional e se prolongará até novembro,

“O Festival TSS revela um Portugal diferente, autêntico. (…) acreditamos numa presença regular, capaz de envolver as comunidades locais e de infraestruturar a região para a tornar mais sustentável”, afirma Sara Fonseca, diretora executiva do festival.

O tema deste encontro inspira-se numa canção popular portuguesa que assinala não só os 50 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, mas também a natureza de absoluta liberdade que o festival encarna na sua identidade. Quanto à escolha do Alentejo como região para o desenrolar do TSS, essa deve-se ao facto “de esta ter sido – e continuar a ser – uma região aberta ao mundo”. Isso inspirou os organizadores a “mostrar as pontes que existem entre a música europeia e as correntes artísticas, de feição erudita (e não só), que, noutras zonas do globo, se apropriaram dessa tradição e a desenvolveram de acordo com os seus contextos culturais próprios. Há mais mundo do que o que podemos imaginar à primeira vista”, afirma José António Falcão, diretor-geral do TSS.

Itália está presente como principal país convidado no domínio musical, mas estará acompanhado das Filipinas, Áustria, República Checa, Bélgica, Sérvia, Espanha e Brasil.

As atividades do festival terão lugar, além de Mértola, nos concelhos alentejanos de Ferreira do Alentejo, Coruche, Castelo de Vide, Vidigueira, Odemira, Sines, Montemor-o-Novo e Beja. “A nossa grande preocupação é a de que o Alentejo proporcione, a quem aqui vive e a quem nos visita, uma temporada musical qualificada, algo que não existia antes do Terras sem Sombra e que não é líquido que possa existir se este festival desaparecer. A cultura é o que nos afirma, é o que nos permite sermos nós próprios e nos torna interessantes aos olhos dos outros”, refere Falcão.

“É lamentável que em certos concelhos não se hesite em atirar ao vento sessenta ou setenta mil euros, quando não mais, para um concerto de música comercial, igual ao que se faz em qualquer outro sítio, e depois não se disponibilize um décimo desse valor para escutar Beethoven ou Lopes-Graça com a participação de intérpretes qualificados”, sublinha ainda Sara Fonseca.

Neste fim de semana, na abertura do festival em Mértola, o destaque vai para o grupo de sopranos filipinas The Nightingales acompanhadas ao piano pelo maestro português Nuno Margarido Lopes. “As Filipinas representam, hoje, uma extraordinária constelação musical, com criadores e intérpretes de altíssimo nível, que ganham protagonismo nos palcos globais. The Nightingales constituem um exemplo muito interessante desse sopro de ar fresco que é ainda pouco conhecido na Europa, mas tem despertado grande entusiasmo nos Estados Unidos, no Japão e noutros países bastante atentos aos novos rumos da música”, afirma o diretor-geral do festival.

Assim, a noite de sábado, 25 de Maio, leva à Igreja Matriz de Mértola, que já foi mesquita, o concerto Para Além das Nuvens: Vozes das Filipinas, uma oportunidade para acompanhar um alinhamento de temas, com obras de Agustin Lara, Robert Delgado, Ryan Cayabyab, entre outros, a par de peças de autores portugueses.

O fim-de-semana em Mértola completa-se com uma visita, sábado a partir das 15h, à Mina de São Domingos, oportunidade para visitar um marco económico e social daquele território, sob a orientação do geólogo João Matos, cientista do Laboratório Nacional de Geologia e Energia. O ponto de encontro é o Cineteatro da Mina de São Domingos.

A fechar o programa, a manhã de domingo, 26 de Maio, está reservada à atividade de Biodiversidade, sob o título Por Terras de Vale Formoso: O Solo, Marco de Herança e Obra de Esperança, que terá como guia a geógrafa Maria José Roxo, professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, também responsável pelo Centro Experimental de Erosão de Solos, na herdade de Vale Formoso. O ponto de encontro será o Largo dos Cafés, aldeia de Vale de Poço, às 9h30.

Para informações adicionais podem consultar-se as páginas do Festival na rede social Facebook e no Instagram.

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