
‘Declaração Fiducia Supplicans foi recebida como o estender de “uma mão carinhosa que as pessoas LGBTI necessitavam”.’ Foto: site Crismhom
Para a comunidade cristã LGBTI de Madrid, Crismhom, a “Declaração Fiducia Supplicans constitui um enorme passo para que esta comunidade deixe de formar parte da ‘pastoral das fronteiras’ e passe a sentir-se como parte ativa dentro da Igreja” e foi recebida como o estender de “uma mão carinhosa que as pessoas LGBTI necessitavam”.
Em carta enviada ao Papa Francisco por ocasião da Quarta-feira de Cinzas o presidente da Crismhom Jonás Candaosa Vera, escreve: “A nossa comunidade recebeu [a Declaração] com grande alegria e, junto com a experiência deste verão na Jornada Mundial da Juventude, em que pela primeira vez os grupos de jovens LGBTI tiverem um espaço próprio, [tudo isto] significam grandes passos que desejamos agradecer”. Por isso mesmo se dirigem “ao Santo Padre para agradecer-lhe o seu trabalho de pastor e o carinho com que trata o seu rebanho” e juntam-se “a tantas vozes desta Igreja de Cristo, que caminha com esperança e amor pelo século XXI para lhe dizer: obrigado pai, rezamos por si e pelo seu ministério”.
A Crismhom foi fundada em 2006 e apresenta-se como uma comunidade ecuménica, com uma ampla maioria de católicos, formada por pessoas LGTBI que amam a sua Igrejas, com as suas virtudes e os seus defeitos, umas carregando as dores pelos maltratos recebidos, outras entusiasmadas em ajudar uma Igreja que sentem como mãe a crescer e a caminhar em frente.”
Série de webinars sobre o Sínodo e as pessoas LGTBI

‘A expectativa é a de que através destes encontros seja possível “aprofundar a compreensão e a prática de sinodalidade na Igreja e perceber como ajudá-la a ser um lugar em que todos sejam realmente escutados”.’ Pintura: Rede Global de Católicos Arco-íris
Entretanto, a nível internacional, o Grupo de Trabalho da Igreja Católica Romana do Fórum Europeu de Grupos Cristãos LGBTI+ e a Rede Global de Católicos Arco-íris continuam a realizar encontros de reflexão sobre a sinodalidade tendo como pano de fundo a assembleia-geral do Sínodo Católico de outubro. Neste sentido, promovem uma série de webinars, o primeiro dos quais terá lugar no dia 17 de fevereiro, 15h00 (hora de Lisboa).
Intitulado “A relevância do processo sinodal para pessoas LGBTQ+”, nele serão intervenientes o padre James Hanvey ,SJ, que integrou a comissão de espiritualidade de preparação do Sínodo sobre a sinodalidade, Helena Jeppesen-Spuhler, que participou na assembleia sinodal de outubro passado e Serena Noceti, teóloga, que foi vice-presidente da Associação Italiana de Teologia. A conversa será moderada por Martin Pendergast, cofundador do grupo Católicos LGBT+ de Westminster.
Os organizadores convidam para estes encontros à distância via zoom “católicos, indivíduos e grupos, pais e famílias, e outras pessoas” interessados em favorecer “a participação contínua e a contribuição efetiva de pessoas LGBTI+” para o processo sinodal. A expectativa é a de que através destes encontros seja possível “aprofundar a compreensão e a prática de sinodalidade na Igreja e perceber como ajudá-la a ser um lugar em que todos sejam realmente escutados”. Por isso escolheram para esta série de webinairs que decorrerão até meio de abril temas relacionados com “as questões levantadas no mais recente documento de orientação divulgado pelo secretariado permanente do Sínodo”.









