AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Família muçulmana nas ruas de Berlim (Alemanha). A mulher veste uma abaya, uma longa túnica, e cobre a cabeça com um véu. Nas escolas francesas, o véu já está proibido desde 2004, agora a proibição vai estender-se ao vestido. Foto © hilmar h. werner, Copyrighted free use, via Wikimedia Commons.

Longa túnica muçulmana

França: “Não poderemos mais usar abaya na escola”

| 27/08/2023

Família muçulmana nas ruas de Berlim (Alemanha). A mulher veste uma abaya, uma longa túnica, e cobre a cabeça com um véu. Nas escolas francesas, o véu já está proibido desde 2004, agora a proibição vai estender-se ao vestido. Foto © hilmar h. werner, Copyrighted free use, via Wikimedia Commons.

Família muçulmana nas ruas de Berlim (Alemanha). A mulher veste uma abaya, uma longa túnica, e cobre a cabeça com um véu. Nas escolas francesas, o véu já está proibido desde 2004, agora a proibição vai estender-se ao vestido. Foto © hilmar h. werner, Copyrighted free use, via Wikimedia Commons.

 

O uso da abaya será proibido nas escolas francesas, depois de o ministro da Educação francês, Gabriel Attal, ter afirmado este domingo, dia 27, que não se poderá “mais usar abaya na escola” em França. Para isso vai transmitir “regras claras a nível nacional” aos dirigentes dos estabelecimentos escolares, a partir da próxima semana.

A abaya é um vestido longo tradicional ou túnica que cobre o corpo e, segundo o Conselho Francês para o Culto Muçulmano (CFCM), não se trata de um símbolo religioso muçulmano. Mas em novembro passado, o Ministério da Educação já tinha enviado uma circular às escolas, na qual as abayas são consideradas — assim como as bandanas e as saias longas, também referidas — como trajes que podem ser proibidos se forem “usados de forma a manifestar ostensivamente uma filiação religiosa”.

“Não poderemos mais usar abaya na escola” em França, afirmou Gabriel Attal, no canal de televisão TF1, questionado sobre este tema polémico após vários incidentes relacionados com o uso da túnica. “A laicidade é a liberdade de emancipar-se através da escola”, insistiu o ministro, citado pelas agências.

Após a sua nomeação para a tutela do Ministério da Educação e Juventude, no final de julho, o governante considerou que ir à escola vestindo uma abaya era “um gesto religioso destinado a testar a resistência da República sobre o santuário secular que deveria ser a escola”, prometendo ser “firme sobre o assunto”.

Gabriel Attal promete falar “a partir da próxima semana” com os responsáveis dos estabelecimentos escolares para ajudá-los a fazer cumprir esta proibição. “Entra numa sala de aula [e] não deve ser capaz de identificar a religião dos alunos olhando para eles”, definiu o ministro, na TF1.

A agência AFP obteve uma cópia de uma nota dos serviços do Estado, na qual se garante que os ataques ao secularismo foram muito mais numerosos desde o assassinato em 2020 do professor Samuel Paty, nas proximidades do seu colégio. Essa nota aponta para um aumento de incidentes de 120% entre o ano letivo 2022/2023 e 2021/2022.

Como recordam as agências, desde a lei de 15 de março de 2004, “nas escolas, faculdades e liceus públicos é proibido o uso de sinais ou trajes pelos quais os alunos demonstrem ostensivamente filiação religiosa”.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This