
Francisco fez questão de saudar em primeiro lugar o padre jesuíta português João Felgueiras, de 103 anos, missionário em Timor-Leste desde 1971. Foto © Vatican Media
Em Timor-Leste, Francisco alegrou-se especialmente com as inúmeras crianças e jovens sorridentes que encontrava por onde quer que passasse. Mas também se alegrou por poder conhecer aquele que é um dos jesuítas mais idosos do mundo. Ao entrar no salão da nunciatura de Díli, em Timor-Leste, na manhã desta terça-feira, 10 de setembro, onde 41 jesuítas o aguardavam após o encontro com o clero na Catedral da Assunção, a primeira coisa que fez foi abraçar o padre João Felgueiras, de 103 anos, missionário português que está em Timor-Leste desde 1971.
Tendo sido informado da sua presença no encontro, Francisco quis prestar-lhe uma homenagem. Assim que chegou, dirigiu-se imediatamente a ele: “Agradeceu-lhe e abraçou-o. O padre João estava muito emocionado”, contou ao Vatican News o também português e padre jesuíta Nuno da Silva Gonçalves, diretor da revista La Civiltà Cattolica e membro da comitiva papal na viagem em curso pelo Sudeste Asiático e Oceania.
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Este foi o segundo encontro do Papa com os jesuítas ao longo desta viagem, após o colóquio de cerca de uma hora realizado no passado dia 4 de setembro, em Jacarta, no qual participaram 200 membros da Companhia de Jesus.
“Como sempre nestes encontros – partilhou o padre Nuno Gonçalves – respirou-se um ar de família”. Diante do Papa havia “um grupo muito internacional”, com jesuítas vindos do Vietname, Malásia e Filipinas. Ou seja, “um grupo diversificado, envolvido em trabalhos diferentes, como a educação dos jovens ou num instituto de formação para professores. Um trabalho que consideram tão importante quanto o trabalho de exercícios espirituais nas paróquias”.
O encontro, que durou cerca de 45 minutos, foi marcado por perguntas, respostas, confidências e trocas de comentários. Entre os temas abordados, “sempre ligados à vida da Companhia de Jesus”, continuou o diretor de La Civiltà Cattolica, estiveram “como o Papa vê o trabalho dos jesuítas em cada local e país”, o “compromisso com a justiça social” ou “a Doutrina Social da Igreja e sua importância”.
Em particular, referiu ainda o prelado português, o Papa Francisco, “falando do Evangelho e da cultura, sublinhou o valor da inculturação. Ou seja, do Evangelho que deve inculturar-se e da cultura que deve ser evangelizada”. Uma temática recorrente na etapa timorense desta 45ª viagem apostólica, de resto presente no lema escolhido: “Que a vossa fé seja a vossa cultura”.








