Reconhecendo que “cada vocação é um ‘diamante bruto’ que deve ser polido, trabalhado, que deve ser moldado em todas as suas faces”, o Papa Francisco pede, na edição de maio d’O Vídeo do Papa, que “rezemos para que os religiosos, as religiosas e os seminaristas cresçam no seu caminho vocacional através de uma formação humana, pastoral, espiritual e comunitária, que os leve a serem testemunhas credíveis do Evangelho”.
No vídeo, divulgado na tarde desta terça-feira, 30 de abril, Francisco defende que esta formação integral “deve desenvolver-se a partir do seminário e do noviciado”, mas também “no contacto direto com a vida das outras pessoas”, alertando que “é muito enriquecedora a vida em comunidade, embora às vezes possa ser difícil. Porque não é o mesmo viver juntos que viver em comunidade”.
Lembrando que um “bom sacerdote, uma religiosa, deve antes de tudo ser um homem, uma mulher formados, trabalhados pela graça do Senhor; pessoas conscientes dos seus limites e dispostas a levar uma vida de oração, de dedicação ao testemunho do Evangelho”, o Papa reitera: “A formação não termina num determinado momento, mas continua ao longo de toda a vida, ao longo dos anos integrando a pessoa, intelectualmente, humanamente, afetivamente, espiritualmente”.
Uma mensagem pertinente no contexto atual
O padre Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa – que promove estes vídeos mensais – salienta a importância deste em particular: “Num contexto eclesial marcado por abusos de poder, de consciência e sexuais, que têm raízes estruturais e ideológicas, é fundamental que a formação promova uma abertura à dimensão humana e afetiva, facilitando o autoconhecimento; promova uma autêntica experiência de encontro com Cristo, de modo que o testemunho de vida possa comunicar a Boa Nova aos outros; fomente a convivência em comunidade, para aprender a aceitar e valorizar as diferenças e o trabalho em equipa; compreenda o contexto intercultural e inter-religioso; e assegure uma formação académica de qualidade, para melhor servir a missão de Cristo”.
Para o coordenador da iniciativa, “a necessidade de uma formação integral é imperativa”, pois “não basta adquirir conhecimentos”. É esta formação integral que “prepara os jovens não só para enfrentar os desafios atuais, mas também para atuarem como pontes de diálogo num mundo caracterizado pela sua pluralidade e diversidade. A capacidade de estabelecer um diálogo construtivo e de manter a abertura para com os outros é essencial para a missão da Igreja, mostrando um rosto compassivo, compreensivo e próximo para com todas as pessoas”, conclui.










