O Vídeo do Papa

Francisco pede “mudança de mentalidade” para acolher pessoas com deficiência

| 28 Nov 2023

No mundo atual, muitas pessoas com deficiência “sofrem rejeição, baseada na ignorância e em preconceitos, que as transformam em marginalizadas”, denuncia Francisco. Por isso, chegou a hora de “mudar um pouco a nossa mentalidade para nos abrirmos às contribuições e aos talentos dessas pessoas com capacidades diferentes, tanto na sociedade como dentro da vida eclesial”, pede n’O Vídeo do Papa de dezembro, que acaba de ser divulgado pela Rede Mundial de Oração.

Às instituições civis, Francisco pede que deem a estas pessoas  “acessibilidade à educação, ao emprego e aos espaços onde possam exprimir sua criatividade”. À Igreja, o Papa diz que não deve apenas limitar-se a “eliminar as barreiras físicas”, mas também assumir que é preciso “deixar de falar de ‘eles’ e passar a falar de ‘nós’”. A todos, recorda que “há necessidade de grandes corações que queiram acompanhar” estas pessoas e pede que rezem para que “estejam no centro de atenção da sociedade”.

Esta intenção de oração coincide com o mês em que se assinala o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro), instituído pela ONU com o objetivo de promover os seus direitos e bem estar.

No vídeo, o Papa insiste no conceito de “capacidades diferentes”, reveladas nas imagens que acompanham as suas palavras: desde os atletas paraolímpicos que participam em diversas competições internacionais até aos membros da Comunidade de Santo Egídio, em Roma, que pintam obras de arte ou servem às mesas de uma pizzaria; passando pelo teólogo jesuíta com deficiência visual, que se encontra na Austrália e pela freira com síndrome de down em Lourdes, que participaram na Assembleia Geral do Sínodo e estão comprometidos com a campanha #IamChurch do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

O padre Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, reforça o convite do Papa Francisco: “O foco da intenção de oração do Papa deste mês é promover a participação ativa das pessoas com deficiência, construindo programas e iniciativas para que ninguém seja excluído, para que sejam apoiados, acolhidos, integrados e reconhecidos pela sociedade. É o que fazia Jesus, acolhia a todos e com Ele ninguém se sentia excluído. Nós sabemos disso, porém temos dificuldade em viver assim, por isso precisamos de rezar, pedir uma mudança de mentalidade, de olhar, começando por nós mesmos”, conclui.

 

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