
Francisco Perestrello, um apaixonado pelo cinema. Foto: Direitos reservados.
Foi um dos mais importantes dinamizadores do Boletim Cinematográfico (BC), publicação que, durante anos, fez a crítica de cinema a partir da estética cinematográfica e da ética inspirada em valores cristãos. Francisco Perestrello, engenheiro de formação, gestor de várias empresas, crítico de cinema e cinéfilo por gosto, morreu esta segunda-feira em Lisboa, com 85 anos.
O velório decorre nesta terça-feira, 27 de Fevereiro, na igreja de Nova Oeiras a partir das 18h, estando prevista uma celebração da eucaristia às 20h. Na quarta, 28, será também celebrada missa às 12h, saindo depois o funeral para o Cemitério dos Olivais, em Lisboa.
Natural da capital, onde frequentou o então Liceu D. João de Castro, Perestrello vivia em Oeiras. Além do BC, foi o responsável do Cinedoc, página digital do Centro de Documentação do Secretariado do Cinema e do Audiovisual, criada em 1987 e que encerrou em 2009. Durante aqueles anos, o Cinedoc foi a “única fonte em Portugal” com os títulos portugueses dos filmes, fosse qual fosse o suporte em que foram apresentados, e incluindo ainda os “dados sobre o circuito de cada obra de longa-metragem tenha ela estreado em sala, sido editada em vídeo, DVD ou UMD, ou apresentada na televisão em canal aberto ou em qualquer dos canais de cabo”.
Essa base de dados incluía perto de 100 mil filmes e representava “um património nacional de valor incalculável”. Em 2022, também pela mão e pela paixão de Perestrello, o Zoomwin, apareceu para fazer o que a página Cinedoc não conseguira. Neste momento, integram a nova plataforma um total de 114.236 títulos, permitindo a plataforma a consulta cruzada por filmes, géneros, realizadores, actores, produtores, músicos, argumentistas, editores, fotógrafos e distribuidores.









