Alemanha

Funcionários da Igreja Católica com regras mais inclusivas

| 22 Nov 2022

Georg Bätzing e Irme Stetter-Karp foto Synodaler Weg Maximilian von Lachner

A presidente do Comité Central dos Católicos Alemães, Irme Stetter-Karp (à direita), aplaude “um passo há muito esperado”. Foto © Synodaler Weg/Maximilian von Lachner.

 

A presidente do Comité Central dos Católicos Alemães (ZdK, na sigla em alemão), Irme Stetter-Karp, elogiou esta terça-feira, 22, num comunicado, a adoção do documento sobre Regras Básicas do Serviço na Igreja como um “passo há muito esperado”. O texto foi adotado pela assembleia plenária da Associação das Dioceses Alemãs como uma recomendação para todas estas circunscrições eclesiásticas no país.

O documento tem como pré-requisito a “vontade de respeitar o caráter cristão da instituição para a qual se trabalha”, ainda que a grande novidade resida no facto de os funcionários que trabalham para a Igreja não poderem ser contratados com base numa determinada identidade sexual, nem esse critério poder ser razão para o seu despedimento.

Stetter-Karp entende que, doravante, “o controlo e sanção dos empregados no serviço religioso passam a ser coisa do passado. Em vez disso, a própria Igreja assume a responsabilidade de assegurar que a instituição seja vista como cristã”. “Esta mudança de paradigma é importante”, observou.

A medida estava contida nos documentos aprovados na quarta sessão do Caminho Sinodal da Igreja alemã, mas refere-se apenas a questões do que se pode designar por direito do trabalho eclesiástico. Na verdade, o que se desenha no sínodo local é mais amplo, já que contempla que deixem de depender do respetivo estilo de vida situações como nomeações com tarefas de pregação e ensino (missio canonica) e a declaração de impedimentos de candidatos a uma cátedra universitária (nihil obstat).

 

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