Fundação AIS ajuda cristãos em fuga no Burkina Faso

| 21 Mai 20

Os ataques terroristas têm vindo a acentuar-se nas regiões norte e leste do Burkina Faso, o que está a provocar a fuga em massa das populações e a colocar numa situação particularmente vulnerável as comunidades cristãs, alertou esta semana a fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), em Portugal. Face a esta realidade e aos pedidos de ajuda provenientes das dioceses mais atingidas pelo terrorismo, a organização decidiu, a nível internacional, avançar com medidas de apoio de emergência, com o objetivo de reintegrar as comunidades cristãs deslocadas internamente.

Um das situações identificadas pela AIS diz respeito a 18 famílias de catequistas provenientes da paróquia de Sebbam que foram forçadas a deixar as suas casas rumo à cidade de Dori, dado constituírem “um alvo concreto para os terroristas”, denuncia a organização, em comunicado enviado ao 7MARGENS. “Muitas vezes, na ausência de sacerdotes são os catequistas o rosto da Igreja” e estão “na linha da frente da presença cristã nesta região”.

A presença destas famílias em Dori representa agora um encargo adicional para a já “depauperada situação económica” em que se encontra a diocese local, afetada desde 2015 pela violência terrorista, sublinha a fundação. Além do apoio concreto às famílias dos catequistas deslocados de Sebba, a AIS vai avançar ainda com outros projetos de emergência, que passam pelo apoio à formação de 83 futuros padres para as dioceses de Dori, Kaya, Fada N’Gourma e Tenkodogo, e pela ajuda à subsistência de dez religiosas que trabalham na diocese de Dori.

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