Fundação AIS destina 5 milhões a reconstrução de estruturas católicas e edifícios de interesse patrimonial

| 2 Nov 2020

Líbano. Beirute. Explosão Agosto 2020

Líbano. Beirute na zona do porto, depois da explosão de Agosto 2020. Foto © ACN-Portugal

 

A fundação católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) aprovou uma ajuda adicional para a reconstrução de edifícios católicos destruídos em Beirute em consequência da explosão que atingiu a zona portuária da capital libanesa no passado dia 4 de Agosto.

Este apoio suplementar será concedido a projectos identificados pelos parceiros da AIS, como sendo prioritários não só para o trabalho quotidiano da Igreja como pela sua importância histórica e valor patrimonial.

Entre os edifícios listados, estão o Hospital e a residência das Irmãs do Rosário, localizados junto ao porto de Beirute, no epicentro da explosão, assim como a icónica catedral maronita de São Jorge, no centro da cidade, considerada um símbolo importante da histórica presença católica na capital libanesa. Também os trabalhos de reconstrução da igreja grega melquita de São Salvador, edificada na década de 1890, serão apoiados por este fundo.

Numa primeira fase, a ajuda da Fundação AIS está estimada em cinco milhões de euros e inclui, além da reconstrução e recuperação de edifícios da Igreja, projectos de apoio à juventude e de distribuição de ajuda alimentar de emergência para as famílias mais atingidas pela explosão.

“A prioridade inicial é – explica Thomas Heine-Geldern, presidente executivo internacional da Fundação AIS – fornecer os fundos necessários para a conclusão dos trabalhos de reparação de emergência e que são considerados essenciais antes da chegada do Inverno, a fim de se evitar danos ainda maiores causados pelas chuvas, e simultaneamente, tornar esses edifícios já utilizáveis” pela comunidade.

Calcula-se que a explosão de uma quantidade significativa de nitrato de amónio, que estava armazenada no porto de Beirute, tenha provocado cerca de duas centenas de mortos, mais de 6500 feridos e a destruição total ou parcial de mais de 90 mil habitações, assim como de mais de uma centena de igrejas, capelas, conventos e escolas. A explosão atingiu principalmente os dois bairros mais próximos do porto, Mar Maroun e Achrafieh, este predominantemente cristão.

Mais de 300 mil pessoas, das quais cerca de 80 mil são crianças, ficaram desalojadas. Logo a seguir à tragédia, a Fundação AIS decidira enviar uma ajuda de emergência no valor de 250 mil euros, destinados essencialmente, à “aquisição de cabazes alimentares” para cerca de cinco mil famílias.

 

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