Apoio ao desenvolvimento

Fundos europeus obrigam Estados a respeitar direitos humanos

| 21 Ago 2021

União Europeia. Banco Central Europeu. Frankfurt

“Nem um euro de ajuda ao desenvolvimento pode ir para um regime que nega às mulheres e meninas as liberdades fundamentais e o direito à educação e a uma carreira”, afirmou a Presidente da Comissão Europeia. Foto © António Marujo.

 

Os mil milhões de euros de fundos da União Europeia (UE) “destinados à ajuda ao desenvolvimento nos próximos sete anos estão vinculados a condições estritas que os países destinatários têm de cumprir: respeito pelos direitos humanos, bom tratamento das minorias e respeito pelos direitos das mulheres e raparigas, só para citar algumas”, afirmou este sábado, 21 de agosto, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

As declarações podem ser lidas no discurso reproduzido na página oficial da Comissão Europeia e foram proferidas por von der Leyen na Base Aérea de Torrejón (Espanha), quando visitava o centro de acolhimento do pessoal da Delegação da UE no Afeganistão e suas famílias, recém-evacuados.

Referindo-se concretamente à atual situação no Afeganistão, a Presidente da Comissão Europeia especificou: “Nem um euro de ajuda ao desenvolvimento pode ir para um regime que nega às mulheres e meninas as liberdades fundamentais e o direito à educação e a uma carreira. Podemos ouvir as palavras dos Talibãs, mas só daremos crédito aos seus atos e ações.”

“Precisamos de ajudar, é nossa responsabilidade moral”, continuou Ursula von der Leyen, “e não só ajudar os afegãos que chegam aqui a Espanha, mas também aqueles que permanecem no Afeganistão”. E assegurou: “a União Europeia está firmemente empenhada em continuar a apoiar as ONG que operam naquele país.”

 

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