G20 prevê injetar 5 biliões de dólares na economia mundial para combate à pandemia

| 28 Mar 20

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Reunião do G20, para debater a situação da pandemia de covid-19. Foto © ONU/Evan Schneider

 

Os líderes do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), decidiram, durante a reunião de emergência realizada por videoconferência esta quinta-feira, 26, injetar “mais de cinco biliões de dólares” na economia mundial para “contrariar as consequências sociais, económicas e financeiras da pandemia” de covid-19. Segundo a agência Reuters, esta foi a reunião mais consensual de sempre, desde a criação do grupo.

No comunicado divulgado após a reunião extraordinária, presidida pelo rei Salman, da Arábia Saudita, os líderes do G20 comprometeram-se a pedir aos respetivos ministros das Finanças e responsáveis dos bancos nacionais para se coordenarem entre si e com as organizações internacionais no desenvolvimento de um plano de ação que inclua “um conjunto de medidas financeiras sólidas, coerentes, coordenadas e rápidas”.

Os membros do G20 afirmaram-se “extremamente preocupados com os graves riscos que ameaçam todos os países, sobretudo os países em desenvolvimento ou menos desenvolvidos, particularmente em África e nos pequenos estados ilhéus”, tendo destacado o “risco particular” que enfrentam os refugiados.

O grupo comprometeu-se a criar uma frente comum na batalha contra a pandemia, a sua “prioridade absoluta”. “Partilharemos informação oportuna e transparente; trocaremos os dados epidemiológicos e clínicos; partilharemos materiais necessários para a investigação e fortaleceremos os sistemas de saúde a nível mundial”, asseguram no comunicado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também participou no encontro, tendo pedido aos governantes do G20 que trabalhem juntos e garantam que todos os países, em especial as nações em desenvolvimento, têm os meios e instrumentos necessários para combater a pandemia.

Guterres, que nos últimos dias tinha já lançado fortes apelos à união e solidariedade entre todos os governos, considera que o pior que poderia acontecer seria “eliminar a doença nos países desenvolvidos, mas deixá-la espalhar-se nos países em desenvolvimento”. Além de milhões de mortos, existe “o risco de mutação do vírus que permitiria que o vírus regressasse de tal forma que mesmo as vacinas que serão desenvolvidas em breve não seriam capazes de o parar”.

Durante a reunião, o Presidente russo, Vladmir Putin, terá sido o único a tecer críticas à atuação dos seus pares, tendo defendido que um esforço mais precoce e conjunto de todos os países do G20 teria acelerado a investigação de uma vacina contra o novo coronavírus.

O presidente chinês, Xi Jinping, por seu lado, pediu a todos “para reduzirem os direitos alfandegários, levantarem barreiras e facilitarem as trocas comerciais” como sinal de confiança para a economia mundial.

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