Gana: Violência contra comunidade LGBTQI após comunicado dos bispos

| 5 Mar 21

Cruz colorida. LGBTI

A oposição dos bispos do Gana a qualquer reconhecimento dos direitos LGBTQI abriu campo à violência contra a comunidade LGBTQI do país, acusa a rede católica. Foto: Direitos reservados.

 

A Rede Global de Católicos Arco-íris (GNRC) divulgou na quarta-feira, dia 3 de março, um apelo urgente “ao Papa Francisco, ao cardeal Secretário de Estado [do Vaticano] Pietro Parolin e ao cardeal Marc Ouellett, prefeito da Congregação para os Bispos, para atuar rapidamente e intervir em nome das pessoas LGBTIQ no Gana”. De acordo com o comunicado, vários ativistas foram presos ou alvo de violência e os escritórios da principal organização de direitos humanos LGBTIQ do país foram encerrados na sequência de declarações recentes da Conferência dos Bispos Católicos do Gana (GCBC).

A 20 de fevereiro, os bispos católicos divulgaram uma posição pública em que condenavam “todos os que apoiam a prática da homossexualidade no Gana” e manifestavam o seu apoio àqueles “que têm falado para condenar esta prática”. No documento, os bispos apelavam ao Governo para “fechar o escritório LGBTQI recentemente aberto em Acra”, capital do Gana, e instavam o Presidente e o Parlamento a que nunca cedessem “à pressão para legalizar os direitos LGBTQI no Gana”.

No seu comunicado, os bispos do Gana sublinhavam que “não há direito a sujeitar os homossexuais a nenhuma forma de assédio” e que “os homossexuais devem ser aceites com respeito, compaixão e sensibilidade” e citavam o Papa Francisco reafirmando: “As pessoas homossexuais devem ser tratadas com consideração e qualquer sinal de injusta discriminação deve ser cuidadosamente evitado, em especial qualquer forma de agressão ou violência.”

Apesar destas considerações, a forte condenação dos atos homossexuais, a reprovação de qualquer reconhecimento dos direitos LGBTQI e o apelo ao fecho do escritório recém-aberto em Acra (que veio a ser rapidamente concretizado pelo Governo) abriram campo a múltiplos atos de violência contra a comunidade LGBTQI.

A carta aberta enviada ao Papa Francisco é assinada pela Rede Global de Católicos Arco-íris (GNRC), constituída por organizações e indivíduos que trabalham pelo cuidado pastoral e justiça para pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexuais e queer (LGBTIQ) e suas famílias.

 

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