
O Governo anunciou que ficam a seu cargo o espaço da Feira das Vocações e do Centro de Reconciliação. Foto © JMJ Lisboa 2023
A logística da organização do “Centro de Reconciliação” e da “Feira das Vocações”, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, ficarão a cargo do Governo e da sua Estrutura de Missão (EM), no âmbito do aumento de verba decidido na última reunião do Conselho de Ministros, quinta-feira passada, dia 13, conforme o 7MARGENS noticiou.
Essa é uma das principais novidades no âmbito das competências da EM criada pelo Governo para acompanhar a preparação da JMJ e que é liderada por José Sá Fernandes. A par daquelas duas novas competências, caberão também ao grupo de projecto governamental “a distribuição de água, a disponibilização de bens e serviços multimédia, as instalações sanitárias para o recinto central”, bem como a “aquisição de outros equipamentos necessários à organização” das diferentes iniciativas da JMJ.
De acordo com informação prestada pelo gabinete da ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares (MAAP), em resposta a várias perguntas do 7MARGENS, as principais diferenças em relação à situação anterior são que, antes, “este dispunha de competências que visavam, essencialmente, a articulação entre as áreas governativas”. Estava, em causa, neste âmbito, as responsabilidades que decorriam “das normais atribuições cometidas a cada uma delas (e.g. plano de saúde, de segurança e de mobilidade)”, de acordo com a mesma fonte oficial.
Agora, esclarece o gabinete da MAAP, são acrescidas as demais, nomeadamente o Parque do Perdão, um espaço dedicado ao sacramento da reconciliação/confissão; e a Feira das Vocações, onde dezenas de grupos, movimentos e comunidades católicas terão um espaço de apresentação do seu carisma e missão – ambos poderão ficar no Jardim Vasco da Gama, frente ao Centro Cultural de Belém. Além destas duas novidades, acrescem as áreas acima referidas sobre a água, multimédia, instalações sanitárias e outros equipamentos para as diferentes iniciativas.
Quinta-feira, o comunicado do Conselho de Ministros dizia também que “as Jornadas Mundiais de Juventude constituem um dos eventos mais participados a nível mundial, com inegáveis impactos positivos nos planos económico, social e promocional dos países anfitriões”. Questionado sobre uma eventual estimativa de algum destes impactos na JMJ de Lisboa, o gabinete da MAAP diz que “não há, neste momento, nenhuma estimativa concreta sobre os impactos referidos em relação à JMJ 2023”. Tendo em conta que as inscrições abrem apenas nas próximas semanas, o Governo diz que esses impactos “dependerão sempre do número de participantes”. Apesar disso, diz ainda a fonte oficial do gabinete da ministra Ana Catarina Mendes, “decorre das experiências anteriores, de outras JMJ, bem como da organização de grandes eventos internacionais em Portugal”, a probabilidade “de inegáveis impactos positivos nos planos económico, social e promocional do país anfitrião”.
Recorde-se que o reforço de verba decidido pelo Conselho de Ministros no dia 13 aponta agora para uma “estimativa dos custos da responsabilidade do Governo” de 36,5 milhões de euros. Este valor não inclui ainda, no entanto, “custos com segurança, mobilidade, saúde”, entre outros factores, tendo em conta precisamente que se desconhece ainda o número total de participantes.
Este reforço de verba foi decidido tendo em conta também o recuo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), em Julho, em relação ao memorando que a própria CML propusera em Abril. No Verão, o executivo municipal manifestou a indisponibilidade para assumir várias despesas com o argumento de que a Câmara não é a promotora da iniciativa. Do lado da CML, a previsão é que esta possa vir a gastar até 35 milhões de euros, de acordo com o presidente da câmara, Carlos Moedas.









