Os laços da Igreja Ortodoxa da Estónia com o Patriarcado de Moscovo podem ter o seu fim à vista, se vier a avançar uma lei que proíbe organizações ligadas a entidades apoiantes de práticas de agressão militar.
“Esta iniciativa é necessária porque a Igreja Ortodoxa, que está subordinada ao Patriarcado de Moscovo, é o instrumento de influência mais importante para a Rússia e o Kremlin na Estónia” e “isso deve acabar”, considera o ministro dos assuntos internos do país, citado pelo site Err.
Para este governante, que é também o presidente do Partido Social-Democrata, Moscovo tem vindo a “recorrer a organizações religiosas para atingir os seus objetivos na Moldávia, na Ucrânia e noutros países”, não tendo “dúvidas de que isso foi feito e continuará a ser feito na Estónia”.
A iniciativa legislativa, anunciada inicialmente em outubro do ano findo, passa pela alteração de legislação existente. Ainda este mês, o Governo discutirá o seu projeto de lei, sendo a previsão que o parlamento da Estónia venha a debatê-lo na generalidade em fevereiro e a votá-lo na sua versão final em abril.
O projeto estabelece a proibição de atividades a igrejas que mantenham algum tipo de afiliação com o lado russo, em particular o Patriarcado de Moscovo, o que obrigaria a Igreja Ortodoxa da Estónia a mudar os seus estatutos, sob pena de o Governo solicitar às instâncias judiciais “a liquidação forçada”.
Uma tal decisão não implicaria, segundo o ministro, a proibição do culto nas igrejas, mas apenas o funcionamento das estruturas e órgãos da instituição.
Foto de destaque: Catedral de Alexandre Nevsky, em Tallinn, Estónia. © Kadi-Liis Kopel Visit Tallinn










