Polarização aumenta

Governo sueco repudia apelo a derrubar mesquitas

| 28 Nov 2023

primeiro ministro da Suécia, Ulf Kristersson. Foto página de Facebook oficial de Ulf Kristersson

O primeiro ministro da Suécia, Ulf Kristersson, condenou as declarações do líder dos Democratas Suecos, que advogou que se confiscassem e derrubassem algumas mesquitas. Foto reproduzida a partir da página de Facebook oficial de Ulf Kristersson.

 

“Na Suécia, não demolimos locais de culto. Como sociedade, devemos lutar contra o extremismo violento, quaisquer que sejam os seus fundamentos, mas fá-lo-emos no quadro de um Estado democrático e do Estado de direito.” A afirmação chega do primeiro ministro da Suécia, Ulf Kristersson, em resposta a declarações do líder de extrema-direita que, por sinal, integra a coligação que suporta o atual governo do país.

As manifestações de extremismo surgiram este fim de semana da boca do líder dos Democratas Suecos (DS), que advogou que se confiscassem e derrubassem algumas mesquitas, por serem locais onde, segundo ele, “está a ser difundida propaganda antidemocrática, antisueca, homofóbica, antissemita ou desinformação geral”.

Estas propostas causaram incómodo e raiva no país e no exterior, segundo relata a edição em inglês do jornal Le Monde. A ex-primeira ministra social democrata Magdalena Andersson pediu que o chefe de governo tomasse medidas, observando, na rede social X (ex-Twitter), que tais declarações prejudicam a imagem da Suécia, além de aumentarem a polarização no país.

Recorde-se que este país tem pendente o pedido de adesão à NATO, que está a ser travado pela Hungria e pela Turquia, este de maioria muçulmana. Atos públicos que envolveram o atear fogo ao Alcorão, no início deste ano, suscitaram manifestações e protestos em vários países do Médio Oriente.

Ulf Kristersson, condenou esta segunda-feira, 27, as declarações do seu parceiro na coligação parlamentar, ainda que o DS não integre o Executivo. Numa entrevista à televisão pública, considerou-as “desrespeitosas”, “polarizadoras” e “deturpadoras do que a Suécia representa internacionalmente”.

 

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