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“Grandes Esperanças”; a guerra e a paz e como curar o planeta A?

| 14 Jul 2023

 

Bhoye Diallo saiu da sua Guiné-Conacri natal aos 16 anos à procura de um lugar para estudar sem sobressaltos nem tensões sociais. Passou pelos vizinhos Guiné-Bissau e Senegal, atravessou a Mauritânia, chegou depois a Marrocos e à Espanha, através do Mediterrâneo. Finalmente, Portugal foi o seu destino, há cinco anos e aqui trabalha na Academia de Líderes Ubuntu, alimentando o sonho de um dia ser o presidente do seu país para poder “ajudar a melhorar a situação” das populações.

Este refugiado da Guiné-Conacri foi um dos três participantes no programa Grandes Esperanças, da RTP, moderado pelo jornalista do 7MARGENS, António Marujo, e que passa aos domingos às 14h30 (RTP 3) e às 15h (Antena 1), estando sempre disponível também na RTP Play.

“Guerra e Paz” foi o tema do primeiro programa e nele participaram ainda Joana Bacelar Virgy, gestora de Programas Internacionais na Hult Prize Foundation e coordenadora do Departamento Nacional dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável no Corpo Nacional de Escutas – e que esteve já em 75 países; e Pedro Silva Rei, historiador, com licenciatura e mestrado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que tem colaborado também com o Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa.

Neste primeiro debate, falou-se do sonho de um mundo sem armas, das guerras esquecidas, do aumento exponencial da corrida aos armamentos e da relação da guerra com o tema dos direitos humanos. A falta de políticos que ajam a partir das suas convicções religiosas para pôr o diálogo como tarefa prioritária para a resolução dos conflitos, e a possibilidade da não-violência foram também debatidos.

“E o que fazer, então, para curar o planeta A?” foi o tema do segundo programa, que passará neste domingo, 16, nos horários referidos. “Se não há um planeta B, temos mesmo de tratar do planeta A, ou T de Terra”, foi o ponto de partida para o debate, que atravessou temas como a emergência climática, as fracas respostas internacionais, a urgência de uma economia baseada no descrescimento, o papel das gerações jovens no debate, e a proposta do Papa de uma ecologia integral, a par do conceito de cuidado e da mudança do estilo de vida.

Neste segundo debate, intervêm Noah Zino, activista da Climáximo e do movimento por Justiça Climática; Carolina Silva, que integra a equipa Clima, Energia e Mobilidade da Associação Zero; e Pedro Franco, doutorando de Teoria da Literatura, que tem estado ligado a movimentos católicos inspirados na encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, sobre o cuidado da criação.

 

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Os Cavaleiros de Colombo, maior organização leiga católica do mundo, anunciaram esta quinta-feira,11 de julho, que irão cobrir os mosaicos da autoria do padre Marko Rupnik, acusado de abusos sexuais e de poder, que decoram as duas capelas do Santuário Nacional de São João Paulo II, em Washington, e a capela da sede da organização em New Haven, Connecticut (EUA). A decisão, inédita na Igreja, surge uma semana depois de o bispo de Lourdes ter admitido considerar que os mosaicos do padre e artista esloveno que decoram o santuário mariano francês acabarão por ter de ser retirados.

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Em matéria de teologia, tendo a sentir-me mais próxima do meu neto X, 6 anos, do que da minha neta F, de 4. Ambos vivem com os pais e uma irmã mais nova em Londres. Conto dois episódios, para perceberem onde quero chegar. Um dia, à hora de deitar, o X contou à mãe que estava “desapontado” com o seu dia. Porquê? Porque não encontrara o cromo do Viktor Gyokeres, jogador do Sporting, um dos seus ídolos do futebol; procurou por todo o lado, desaparecera. Até pedira “a Jesus” para o cromo aparecer, mas não resultou. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

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