Em carta aberta

Grupo de cristãos critica Relatório de Portugal ao Sínodo

| 2 Set 2022

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“A natureza da Igreja não é definida por sondagens, nem por auscultação popular, mas por revelação sobrenatural, de que a hierarquia não é autora, mas fiel depositária”, defendem os subscritores da carta. Foto © Diocese de Leiria-Fátima.

 

O Relatório de Portugal ao Sínodo 2021-2023, recentemente publicado, “sublinha os aspetos negativos [da Igreja] e ignora os positivos”, esquece, “senão mesmo discrimina”, os santos e mártires que a constituem, e não refere “a mais importante expressão da fé católica em Portugal: Fátima”. Estas são algumas das críticas apontadas por “um grupo de cristãos” numa carta aberta divulgada esta semana e cujo primeiro subscritor é o padre do Opus Dei Gonçalo Portocarrero de Almada.

O documento, que conta já com mais de mil assinaturas, foi publicado pelo Observador, jornal onde Portocarrero de Almada é cronista, e subdivide-se em 13 pontos, começando por referir que o relatório português critica o clericalismo mas é, ele próprio, “um exemplo ‘de uma Igreja exageradamente centrada na autoridade e ação do clero'”.

Quanto ao “processo de recolha de informação” em si, transparece “um deficiente entendimento da natureza hierárquica da Igreja”, diz a missiva, que em seguida esclarece: “A natureza da Igreja não é definida por sondagens, nem por auscultação popular, mas por revelação sobrenatural, de que a hierarquia não é autora, mas fiel depositária”. E questiona: “Será que, na base desta consulta popular, há uma tentativa de substituir a Igreja hierárquica por uma Igreja democrática, de tal forma que os pastores, até agora entendidos como representantes de Deus, passassem a sê-lo do povo?!”.

O grupo lamenta ainda que o relatório esteja “alinhado com o pensamento politicamente correto” e utilize “nomenclatura ideológica sem qualquer fundamento científico, como por exemplo o termo ‘expressões de género (grupo LGBTQi+)'”.

Entre os subscritores da carta, incluem-se o economista e professor universitário António Bagão Félix, o padre Mário Rui Leal Pedras, pároco de São Nicolau, e o cónego Armando Duarte, pároco dos Mártires e membro do cabido da Diocese de Lisboa.

 

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