AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Leigos católicos nas Filipinas Foto FB

Filipinas

Grupo de leigos denuncia comportamento corrupto do clero na sua diocese

| 01/07/2024

Leigos católicos nas Filipinas Foto FB

Leigos católicos participam numa manifestação em frente à nunciatura apostólica em Manila, Filipinas, para denunciar “práticas corruptas” na diocese de Lucena. Foto reproduzida a partir da página de Facebook de Beth Marbello

 

Com o objetivo de erradicar alegadas práticas corruptas na sua diocese, um grupo de leigos católicos das Filipinas dirigiu uma carta aberta a várias entidades na Igreja, incluindo o Papa Francisco. A missiva, enviada na última semana, denuncia, entre outras coisas, o estilo de vida “extravagante” do clero, o seu envolvimento em atividades ilegais como o jogo, e o elevado preço cobrado pelos sacramentos.

O grupo, intitulado Lay Initiative Team, Ordinary Catholics, apresenta-se como um “fórum voluntário de profissionais, organizações religiosas, frequentadores comuns da igreja, leigos, trabalhadores, agricultores, pescadores e membros da comunidade LGBTQ”. “Não há nenhum padre no grupo”, esclarece Ann Talabong, uma das líderes do coletivo, citada pela UCA News. A responsável explica que o que os une é a oposição firme “a várias práticas corruptas prevalecentes na diocese, tais como o estilo de vida extravagante do clero e dos religiosos, os sermões podres, o pagamento muito caro dos sacramentos, a ditadura dos líderes da Igreja e o envolvimento dos padres em negócios e atividades ilegais como o jogo”.

“Temos todas as provas que sustentam isto. Algumas delas também são do conhecimento público… Assim, aquilo a que se chama acusações, que são verdadeiras, não é de todo novo na Diocese”, refere o grupo na carta. Talabong assinala ainda que escreveram pela primeira vez ao arcebispo Charles Brown em janeiro de 2023 e novamente em dezembro desse ano aos dicastérios do Vaticano para chamar a atenção para as suas exigências, mas foram “ignorados”. “Agimos por nossa própria vontade e decisão, fé e convicção, por amor à Igreja”, acrescenta.

A nova carta foi enviada na passada quinta-feira, 27 de junho, e dirige-se ao Papa Francisco, à diocese de Lucena, ao núncio apostólico, à Conferência Episcopal das Filipinas (CBCP), aos dicastérios de Roma, a todos os bispos e clérigos e a outros cristãos católicos de todo o mundo.

No dia 18 de junho, dezenas de membros do grupo tinham já organizado uma manifestação de oração em frente à nunciatura apostólica da capital do país, Manila, a 133 quilómetros da cidade de Lucena, para chamar a atenção para as suas reivindicações.

Nesse mesmo dia, a diocese de Lucena emitiu uma declaração, rejeitando as alegações do grupo. O documento, assinado pelo chanceler diocesano, padre Orson Ornedo, afirmava que o objetivo do grupo “não é rezar por eles, mas difamar o clero e o bispo da diocese com acusações gerais e infundadas”.

Ornedo disse que a diocese decidiu “considerar este incidente com caridade pastoral e otimismo cristão, tal como os pastores devem ouvir o seu rebanho, perceber as suas questões não expressas e compreender mais claramente as suas necessidades”.

Na carta de 27 de junho, o grupo refere-se a essa declaração como uma resposta “desdenhosa e sem desculpas” da diocese sobre as alegações de “práticas corruptas”. Também expressa o seu choque pelo facto de o núncio apostólico “não ter entrado em contacto connosco, apesar de termos deixado as nossas cartas, contactos e endereços de e-mail no seu gabinete”.

“Somos verdadeiramente a favor da desejada limpeza, purificação e renovação da Igreja. Acreditamos e estamos verdadeiramente convencidos de que o que estamos a fazer é para o bem de toda a Igreja”, concluem.

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This