O Grupo de Apoio ao Tibete – Portugal (GAT-TP) alertou, em declaração enviada ao 7MARGENS, para “as restrições severas à liberdade religiosa no Tibete, impostas pelas autoridades chinesas”, exigindo que os representantes do Estado Português tomem posição clara sobre este assunto.
A declaração surge a propósito e por ocasião do 90.º aniversário do 14.º Dalai Lama, que ocorreu neste domingo, 6 de julho, a quem o Grupo manifesta “profunda admiração e respeito pela vida, legado e incansável dedicação à paz, à não-violência, à compaixão e aos direitos humanos universais”. A evocação do aniversariante teve lugar no Jardim da Paz, em Lisboa, visitado pelo Dalai Lama em 2001, e constou uma ação de limpeza e plantação.
O GAT-PT condena “veementemente a crescente ingerência da República Popular da China nos assuntos internos do Budismo Tibetano”, em particular no que respeita à sucessão do Dalai Lama. “Tal interferência – afirma – representa uma violação clara do princípio da liberdade religiosa e dos direitos culturais consagrados no direito internacional”.
A declaração exige que tanto o Governo português como a Assembleia da República “assumam uma posição pública e firme em defesa da liberdade religiosa no Tibete e contra qualquer tentativa de controlo político sobre a sucessão do Dalai Lama”.
Pede também que Portugal, no quadro da União Europeia, “apoie a aplicação de sanções específicas a responsáveis chineses envolvidos em violações graves da liberdade de religião e de crença no Tibete”, apelando, ao mesmo tempo, à sociedade civil portuguesa, especialmente às organizações de direitos humanos, comunidades religiosas e cidadãos comprometidos com a dignidade humana, a “unirem a sua voz em solidariedade com o povo tibetano”.

Imagem da evocação do 90.º aniversário do Dalai Lama, a 6 de julho de 2025, em Lisboa. Foto: Direitos reservados
Para o GAT-PT estão em causa direitos fundamentais deste povo, incluindo “o direito de praticar livremente a sua fé, preservar a sua identidade cultural e escolher os seus líderes espirituais sem interferência externa”.
A “crescente ingerência” da República Popular da China nos assuntos internos do Budismo Tibetano, em particular no que respeita à sucessão do Dalai Lama representa “uma violação clara do princípio da liberdade religiosa e dos direitos culturais consagrados no direito internacional”.
A data do aniversário do Dalai Lama marca também o arranque do “Ano da Compaixão”, um tempo de reflexão e ação “inspiradas nos princípios de altruísmo, responsabilidade universal e respeito pela dignidade humana”. Neste espírito, o Grupo de Apoio encoraja “um reatamento de diálogo significativo” entre representantes do Dalai Lama e as autoridades chinesas, com vista a “uma solução pacífica, baseada no respeito pelos direitos fundamentais e na preservação da identidade tibetana”.










